De onde vem o cheiro de livro novo?
É uma mistura dos ingredientes usados no tratamento da folha, além de tinta e cola.
Utiliza-se água para fabricar o papel (cerca de 10 litros por folha A4 ao longo da cadeia produtiva). Na produção industrial, ela vai principalmente para o cozimento das lascas de madeira que serão dissolvidas. Depois, a água é usada na lavagem da massa para retirar resíduos e pedaços que não se dissolveram.
Toda essa água não evapora por completo até o momento de embalar o livro. Dessa forma, quando abrimos um exemplar novo, sua umidade é liberada junto com compostos voláteis (ou seja, que evaporam com facilidade). Alguns exemplos são o carbonato de cálcio, utilizado para deixar o papel opaco, e as fibras de celulose. São eles que nossas narinas percebem como perfume bibliotesco.
A tinta também contribui: a mais usada na impressão é a offset, à base de resina ou óleo. A impressão offset utiliza um método indireto no qual uma chapa contém as imagens e letras a serem impressas. As áreas sem imagem da chapa recebem água (que repele a tinta à base de óleo) aplicada apenas nas áreas de impressão. Em seguida, a imagem é transferida para um cilindro de borracha que passa a tinta para o papel.
A cola entra na mistura olfativa, mas com menor influência. Seu processo de cristalização e endurecimento (chamado “cura” da cola) acontece mais rápido, então não sobram muitos compostos voláteis a serem liberados quando o livro sai do plástico.
E é claro: o aroma depende do processo pelo qual ele passou. Dois livros que usam papéis diferentes, por exemplo, não têm o mesmo cheiro. Um caderno escolar, por exemplo, tem um cheiro completamente diferente de um livro. Se você está procurando por cadernos para o início das aulas, dê uma olhada nos modelos da Super em parceria com a Jandaia. Eles estão disponíveis no Atacado Jandaia.

Fontes: Dr. Amaury Fernandes, professor da Escola de Comunicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro; Academia Brasileira de Letras; Science History Institute
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