Autoridades emitem alerta urgente após blogueiro de comida morrer depois de comer o “caranguejo-do-diabo”
Uma tragédia recente chamou a atenção para os riscos de consumir animais e fungos venenosos que podem ser facilmente confundidos com alimentos comuns. O caso envolveu a influenciadora gastronômica Emma Amit, de 51 anos, conhecida por gravar vídeos mostrando a coleta e o preparo de alimentos encontrados na natureza, especialmente em áreas costeiras próximas de onde morava, na cidade de Puerto Princesa, na ilha de Palawan, nas Filipinas.
No início de fevereiro, Emma publicou um vídeo em que aparecia caçando diferentes tipos de crustáceos, moluscos e caracóis marinhos. Entre eles estava um caranguejo localmente conhecido como caranguejo-do-diabo. Após capturá-lo, ela registrou o preparo e o consumo do animal ainda quente, diretamente da panela. Pouco tempo depois de comer o crustáceo, começou a passar mal e perdeu a consciência, segundo relatos de autoridades locais.
Ela foi levada com urgência ao hospital, mas não resistiu e morreu dois dias depois. Uma amiga que também havia consumido o mesmo caranguejo morreu em decorrência da intoxicação. Durante a investigação, autoridades encontraram várias carapaças do animal na residência da influenciadora, indicando que mais de um exemplar havia sido preparado.
Um dos caranguejos mais venenosos do mundo
O caranguejo conhecido cientificamente como Zosimus aeneus é considerado o mais venenoso das Filipinas. Ele acumula toxinas extremamente potentes, como a tetrodotoxina e a saxitoxina, substâncias capazes de provocar paralisia, falência respiratória e morte em poucas horas. Estudos e registros médicos indicam que os casos de envenenamento por esse animal podem ter taxas de mortalidade que chegam a cerca de 50 por cento.
A espécie é encontrada em várias regiões do Indo-Pacífico, o que aumenta o risco de encontros acidentais com pessoas que coletam frutos do mar sem conhecimento técnico. Após a morte de Emma Amit, líderes comunitários e autoridades locais reforçaram alertas à população para evitar completamente o consumo desse tipo de caranguejo.
Um chefe comunitário local afirmou em entrevista que o animal é extremamente perigoso e que seu consumo pode levar à morte em poucas horas, mesmo após o cozimento, já que as toxinas não são destruídas pelo calor.
Casos semelhantes com alimentos tóxicos
O episódio nas Filipinas ocorreu em um contexto mais amplo de outros casos recentes de intoxicação alimentar grave. Nos Estados Unidos, autoridades de saúde da Califórnia enfrentam um aumento expressivo de envenenamentos causados pelo consumo do cogumelo conhecido como death cap. Esse fungo é responsável por provocar vômitos intensos, dores abdominais severas e, em muitos casos, falência hepática.
Desde novembro, dezenas de pessoas foram intoxicadas após confundirem o cogumelo mortal com variedades comestíveis visualmente semelhantes. Ao menos quatro mortes foram registradas, e outras vítimas precisaram de transplantes de fígado para sobreviver. Muitos pacientes apresentaram sinais de lesão hepática aguda e necessitaram de internação em unidades de terapia intensiva.
Autoridades de saúde alertaram que o número de casos é incomum e sem precedentes recentes, destacando que a identificação incorreta de alimentos naturais pode ter consequências fatais. Especialistas reforçam que a coleta e o consumo de animais e plantas silvestres exigem conhecimento especializado, já que erros podem resultar em intoxicações graves ou irreversíveis.
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