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Curiosidades

A história do Backflip, da proibição às Olimpíadas de Inverno de 2026

Um dos movimentos que mais arranca aplausos e gritos da plateia nas performances no gelo é o backflip. Na Patinação Artística, a acrobacia consiste em dar uma cambalhota para trás, aterrissando em um ou dois pés. Ela é considerada um “salto de cambalhota”, algo que era proibido em competições oficiais desde 1976. Agora, o backflip voltou à legalidade – e ao palco olímpico de 2026.

Aproveitando a liberação, o patinador americano Ilia Malinin inclui um backflip na porção final de suas apresentações. Segundo ele, o movimento recebe os aplausos da plateia, tem um quê de suspense e é divertido de fazer. 

Até chegar aqui, o backflip passou por uma jornada turbulenta. Ele carrega uma história densa que mistura tanto rebelião quanto atletismo.

O banimento do backflip

O movimento foi realizado pela primeira vez em 1976, no Campeonato Nacional dos Estados Unidos. O americano Terry Kubicla incluiu o backflip na segunda metade de seu programa livre (performance de 4 minutos), aterrissando nos dois pés. Um mês depois, ele levou a acrobacia às Olimpíadas de 1976 em Innsbruck, na Áustria. Veja no vídeo abaixo:

Até 2026, Kubicla havia sido a última pessoa a realizar o backflip legalmente em uma Olimpíada. Aos jornais da época, o jovem de 19 anos disse: “Eu vou continuar fazendo até alguém me dizer que eu não posso”. E disseram. 

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Apenas um mês depois, a International Skating Union (ISU), federação que regula o esporte, baniu o movimento de competições. O backflip era considerado perigoso e incompatível com a técnica da Patinação Artística. Em outras palavras, ele era visto como escandaloso e performático demais para a graciosidade característica do esporte.

De março de 1976 em diante, qualquer patinador que fizesse ou tentasse fazer a cambalhota perderia dois pontos na nota final.

O backflip de Surya Bonaly

A penalidade imposta pela ISU não impediu que um backflip fosse realizado nas Olimpíadas de 1998, em Nagano. A patinadora francesa Surya Bonaly, de 25 anos, foi a primeira mulher a tentar (e acertar) a acrobacia.

Bonaly já havia vencido o Campeonato Europeu cinco vezes, e havia ficado com a prata três vezes no Campeonato Mundial. Ela sabia que a Olimpíada de 1998 seria sua última. Com uma lesão na virilha, a patinadora também sabia que não tinha chances de medalha. Então, ela decidiu deixar sua marca de outra forma:

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Surya Bonaly fez um backflip, aterrissando em apenas um pé. A cena arrancou aplausos da plateia, mas custou sua classificação: de sexto lugar, a patinadora caiu para décimo. Na época, ela disse que queria “mostrar aos jurados – que não apreciam o que eu faço – o que eu consigo fazer”. 

Ela era a única mulher capaz de realizar o movimento na época. O gesto foi visto como um sinal de provocação – e se tornou o símbolo de resistência e justiça na Patinação Artística.

O fim do banimento

26 anos após o backflip de Surya, o também francês Adam Siao Him Fa realizou a acrobacia no Campeonato Europeu de 2024, aterrissando em dois pés. Mesmo com a dedução de dois pontos, Siao Him Fa venceu o título europeu pelo segundo ano seguido.

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O patinador fez o backflip novamente no Campeonato Mundial de 2024. Ironicamente, o próprio Terry Kubicka estava no painel técnico daquele ano, e teve que aplicar a dedução ao movimento que ele mesmo criou.

 

Quando questionado sobre o backflip, Siao Him Fa fez referência a Bonaly, chamando o movimento de “pequeno toque francês”. Meses depois, na 59º Conferência da ISU em Las Vegas, a menção aos “saltos de cambalhota” foi retirada das regras, acabando com  um banimento de quase 50 anos.

Agora, as cambalhotas podem ser realizadas como elemento coreográfico. Diferente dos elementos de salto, como o axel, o backflip não tem pontuação própria. Isso significa que ele pode ser realizado como se fosse um passo de dança, para ornar com a música e coreografia como um todo. 

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Em resumo, o backflip não resulta mais em uma dedução de pontos – mas também não é incentivado. Com o burburinho que as cambalhotas de Ilia Malinin tem gerado nas Olimpíadas de 2026, podemos esperar mais backflips de diferentes patinadores nos próximos anos.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.