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Curiosidades

O que políticos não podem usar para fotos de urnas eleitorais?

Nesta última semana, o presidente Lula (PT) divulgou a foto oficial de sua campanha de reeleição. Na imagem, ele aparece sorrindo, de terno azul, gravata e chapéu de palha. Mas ainda há dúvidas de que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorize seu uso nas urnas eletrônicas em outubro deste ano. Isso porque a escolha do chapéu abre margem para discussões sobre o que é, ou não, permitido nas fotos oficiais de campanha.

Na prática,

a resolução de nº 23.609 do TSE prevê um conjunto amplo de regras para o registro de candidaturas eleitorais a nível nacional, estadual e municipal no Brasil. A foto oficial dos candidatos, portanto, também deve seguir um formato padronizado: ela deve ser recente, frontal, abarcar apenas o busto do candidato, atender a dimensões específicas e ter um fundo uniforme – critérios atendidos pela foto de Lula.  

A questão é que, além disso, as regras proíbem “a utilização de elementos cênicos e de outros adornos”. O TSE entende que seu uso pode dificultar o reconhecimento do candidato pelos eleitores, ou possuir propaganda eleitoral. No caso de Lula, o uso do chapéu é uma recomendação médica. Desde abril deste ano, o presidente se recupera da retirada cirúrgica de uma lesão de câncer de pele no couro cabeludo. 

Vale notar, porém, que a resolução assegura a utilização de vestimentas e pinturas corporais étnicas ou religiosas, assim como de acessórios necessários à pessoa com deficiência. 

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Quanto aos outros candidatos à presidência, sete já registraram suas fotos na Justiça Eleitoral – seguindo os padrões esperados. São eles: Flávio Bolsonaro (PL), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Hertz Dias (PSTU), Augusto Cury (Avante), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

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O restante dos partidos e coligações têm até as 19h do dia 15 de agosto para registrarem seus candidatos. 

Precedente está a favor de Lula

Há casos anteriores ao de Lula que abrem precedência a favor do uso do chapéu. Em 2022, o candidato a deputado federal Douglas Belchior (PT-SP) recorreu à decisão do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo, que impediu seu uso de boné na foto oficial. 

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No processo, Belchior argumentou que “o boné fazia parte da minha identidade sociocultural, da minha trajetória e da cultura negra que me orienta”. O ministro Sérgio Banhos, do TSE, por sua vez, reviu a decisão e permitiu o uso da fotografia. 

Já em 2024, o mesmo ocorreu com um candidato a vereador em Quitandinha, no Paraná. Luiz Antônio Nascimento (PSD-PR), conhecido como Serelepe, era conhecido justamente pelo seu uso de boné no dia a dia. Assim que teve sua foto rejeitada, ele recorreu a decisão. 

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A Justiça Eleitoral do Paraná acabou aprovando a imagem por considerar que “o candidato é justamente reconhecido pelo uso do acessório” e que “não houve comprometimento em sua identificação”.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.