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Curiosidades

George R.R. Martin afirma lutar contra depressão. Relembre outros autores que sofreram com problemas de saúde mental

No dia 3 de agosto deste ano, o escritor americano George R.R. Martin atualizou seu blog pessoal com um post intitulado “Antes tarde do que nunca”. Foi a primeira publicação escrita pelo próprio George em cerca de seis meses. O texto é curto e traz um tom de desabafo.

“Este ano tem sido… estressante, para dizer o mínimo. Muita coisa tem acontecido; tem sido avassalador. Coisas ótimas, coisas empolgantes. Sonhos se tornando realidade. Mas também houve pesadelos. Perdi amigos. Lutei contra a tristeza e a depressão. O pior pode estar por vir. Fiz setenta e sete anos em setembro passado e, digo a você: envelhecer não tem graça nenhuma.”

Nos últimos anos, George tem se mantido ocupado com projetos diversos, como as adaptações de

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O Cavaleiro dos Sete Reinos e A Casa do Dragão para a HBO e o filme Elden Ring, baseado no videogame de mesmo nome, cujo mundo o autor ajudou a criar. Ele também continua a editar os novos volumes de Wild Cards, antologia de histórias de ficção científica publicada quase anualmente.

Mas o maior interesse dos fãs está em The Winds of Winter, sexto volume da saga As Crônicas de Gelo e Fogo. Martin levou 15 anos para publicar os primeiros cinco livros da história, mesmo tempo que separa o último volume, A Dança dos Dragões (2011) do ano atual. Por causa da demora, muitos fãs reclamam publicamente de George e invadem os comentários de suas postagens cobrando a finalização do livro. Em janeiro deste ano, o autor disse ao Hollywood Reporter que The Winds of Winter já tem 1.100 páginas escritas, mas ainda não tem previsão de lançamento.

É possível que a depressão do autor esteja relacionada às cobranças que ele sofre online. Em 2025, o autor chegou a

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fazer um post ironizando o hate dos internautas.

“Alguns de vocês ficarão irritados com isso, como ficam com tudo que eu anuncio aqui que não seja sobre Westeros ou OS VENTOS DO INVERNO. Vocês desistiram de mim, ou do livro. Eu nunca vou terminar OS VENTOS DO INVERNO. Se eu terminar, nunca vou terminar UM SONHO DE PRIMAVERA. Se eu terminar, não vai ser bom. Eu deveria contratar outro escritor para me substituir… De qualquer forma, vou morrer em breve, porque estou muito velho. Perdi todo o interesse em As Crônicas de Gelo e Fogo há décadas. Não me importo mais com a escrita, só fico sentado gastando meu dinheiro.”

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Se as duas coisas estão relacionadas ou não, é impossível saber a menos que o próprio Martin se pronuncie a respeito. Mas há outros autores famosos que lutaram publicamente contra doenças mentais. Saiba quem são:

Virginia Woolf (1882-1941)

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<span class=”hidden”>–</span>George C. Beresford/Getty Images
  • Depressão

Este é um dos casos mais conhecidos. A escritora e ensaísta britânica, famosa por obras como

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Mrs. Dalloway e Um Teto Todo Seu, teve episódios recorrentes e graves de depressão, psicose e alteração de humor que começaram aos 13 anos de idade e perduraram por toda a vida. Hoje, acredita-se que os sintomas eram compatíveis com o transtorno bipolar. Ela morreu por suicídio em 1941 ao entrar num rio com pedras nos bolsos.

Lima Barreto (1881-1922)

Homem de pele escura com cabelo crespo curto, barba rala e bigode, olhando diretamente para frente com expressão séria, em preto e branco
<span class=”hidden”>–</span>Fotógrafo desconhecido/Domínio Público
  • Depressão

O escritor sofria de depressão, agravada pelo alcoolismo e pelos episódios de racismo que vivia. Foi internado duas vezes no Hospício Nacional de Alienados, no Rio de Janeiro. Na segunda internação, entre 1919 e 1920, escreveu o diário que posteriormente daria origem a Diário do Hospício, um dos relatos mais importantes sobre a experiência de internação psiquiátrica no Brasil. Morreu aos 41 anos.

Fiódor Dostoiévski (1821-1881)

Fotografia de Dostoiévski.
<span class=”hidden”>–</span>Time Life Pictures / Colaborador/Montagem sobre reprodução
  • Ansiedade

O escritor e filósofo russo tinha epilepsia, que é uma doença neurológica (e não mental). Mas os efeitos psicológicos da doença foram profundos. Dostoiévski tinha crises desde a juventude e descreveu ansiedade, medo e melancolia associados a elas. A epilepsia era um tema frequente em sua ficção, aparecendo em obras como O Idiota e Os Irmãos Karamázov, assim como a ansiedade associada a ele.

Ernest Hemingway (1899-1961)

Fotografia de Hemingway
<span class=”hidden”>–</span>Look Magazine/Wikimedia Commons
  • Depressão

O pai de Ernest, Clarence Hemingway, morreu por suicídio aos 57 anos utilizando uma arma de fogo apontada para a própria cabeça. Em uma carta, Ernest confessou para a madrasta: “eu provavelmente irei partir da mesma forma”. E assim foi: Hemingway se suicidou com um tiro na cabeça em 1961. O escritor estadunidense havia passado a última década sofrendo com depressão e paranoia, problemas agravados pelo alcoolismo. Em 1960, foi internado numa clínica e submetido a terapia de choque pelo menos 15 vezes, recebendo alta apenas cinco meses antes de sua morte.

Edgar Allan Poe (1809-1849)

Retrato em preto e branco de Edgar Allan Poe, com cabelos escuros e ondulados, bigode e olhos profundos. Ele veste um casaco escuro e um lenço listrado no pescoço, amarrado em um laço frontal. A expressão é séria, com a cabeça ligeiramente inclinada para a frente
<span class=”hidden”>–</span>Domínio Público/Domínio Público
  • Depressão, transtorno bipolar

A vida do autor de O Corvo foi marcada por inúmeras adversidades, incluindo tragédias familiares, pobreza, doença (tuberculose), abuso de álcool e drogas e transtornos de humor e comportamento. Naquela época, ainda se sabia muito pouco sobre doenças mentais e havia forte estigma e preconceito contra quem sofria com esses transtornos. Hoje, acredita-se que as variações de humor e os episódios alternados de depressão e mania do escritor estavam associados a um transtorno bipolar.

Clarice Lispector (1920-1977)

Fotografia de Clarice Lispector.
<span class=”hidden”>–</span>Reprodução/Creative Commons
  • Depressão

A escritora sofreu com episódios de depressão ao longo da vida — em entrevistas preservadas, é possível notar certa melancolia em suas falas. As crises mais fortes aconteceram quando ela morou na Suíça, entre 1946 e 1949, um período difícil por estar afastada da família e dos amigos. Clarice chegou a descrever a cidade de Berna como uma espécie de “túmulo”.

Sylvia Plath (1932-1963)

Imagem de uma mulher em preto e branco, só conseguimos ver seu rosto, ela é branca e seu cabelo está preso.
<span class=”hidden”>–</span>Sylvia Plath Page/Reprodução
  • Transtorno bipolar

A poeta estadunidense começou a sofrer crises na faculdade, que persistiram até tirar a própria vida aos 30 anos. Em uma das anotações de seu diário, datada de 20 de junho de 1958, ela escreveu: “É como se minha vida fosse magicamente conduzida por duas correntes elétricas: uma positiva e alegre, e outra negativa e desesperadora — aquela que estiver ativa no momento domina minha vida, inunda-a”. Na época, ainda não havia medicação adequada para tratar o transtorno bipolar.

Franz Kafka (1883-1924)

Fotografia de um homem magro e branco, Franz Kafka, em preto e branco. Ele está de terno. Só conseguimos ver do peito para cima.
<span class=”hidden”>–</span>Domínio Público/Domínio Público
  • Depressão e ansiedade

Os problemas de Kafka começaram logo após se formar em Direito em 1906. Ele era assolado por uma grande angústia e uma sensação de não pertencimento, sentimentos que influenciaram sua literatura e hoje são associados a um quadro de depressão. O escritor tcheco chegou a descrever ideações suicidas em uma carta de 1912. Morreu em 1924 devido a complicações de sua tuberculose.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.