Idosa de 97 anos supera próprio recorde de acrobacias em cima de avião e entra no Guinness Book
Que tal se prender à asa de um avião enquanto ele faz acrobacias e manobras no céu? Esse é o wing walking, esporte radical que acaba de ganhar um novo recorde mundial no Guinness World Records.
Nesta terça-feira, 4 de agosto, Betty Bromage se tornou a mulher mais velha a praticar wing walking. Aos 97 anos, a britânica realizou um voo em Gloucestershire, na Inglaterra.
O trajeto durou cerca de cinco minutos, entre a decolagem e o pouso. No ar, o avião chegou a fazer um loop the loop, manobra em que a aeronave completa um círculo vertical completo.
Betty, na verdade, estava quebrando o próprio recorde mundial, estabelecido em 2022. Ela decidiu assumir o desafio novamente para arrecadar dinheiro para o departamento de AVC do Hospital Geral de Cheltenham, onde foi internada após sofrer um derrame em 2025. Por ter se sentido muito bem cuidada pela equipe médica, queria contribuir como podia, mas de um jeito inusitado.
Ela já está recuperada do derrame, e enfrenta apenas algumas dificuldades de fala.

Betty já é quase uma especialista na modalidade, que começou a praticar aos 87 anos. Hoje, acumula seis voos de wing walking. Para ela, a parte mais difícil é subir até a asa, a mais de quatro metros de altura. Uma vez lá em cima, porém, ela aproveita o passeio.
“Você não deve dizer ‘não consigo’. Você diz ‘Eu farei se eu puder’, mas ‘não consigo’ não está no meu vocabulário”, disse ela à revista People. Após o voo, resumiu a experiência: “Ótimo, um pouco turbulento, mas ótimo”.
A história do wing walking
O esporte surgiu entre as décadas de 1910 e 1920, nos chamados “circos voadores”, espetáculos de acrobacias aéreas. Eles se tornaram populares após a Primeira Guerra Mundial, que deixou centenas de aviões disponíveis e muitos pilotos jovens treinados. Para ganhar dinheiro, esses pilotos passaram a apresentar suas habilidades ao público, com manobras como loopings e voos de cabeça para baixo.
Nesse contexto, o aviador americano Ormer Locklear teve a ideia de sair do avião e caminhar sobre a asa. A novidade tinha um objetivo simples: tornar os espetáculos ainda mais impressionantes para os espectadores (o que resulta em mais dinheiro).
A moda pegou, e o wing walking passou a fazer parte de diversos circos aéreos. Diga-se de passagem que, na época, a prática era realizada com muito menos equipamentos de segurança. Os participantes não usavam paraquedas nem cabos para se prender à aeronave e, em algumas apresentações, chegavam até mesmo a trocar de avião durante o voo.
Como resultado, muitos acidentes aconteceram e diversos wing walkers morreram. Por isso, a modalidade passou a adotar regras e equipamentos de segurança com o tempo, incluindo o uso de paraquedas.
Hoje, caminhar sobre a asa durante o voo é menos comum. Os participantes costumam permanecer em uma posição fixa, presos à aeronave por cabos de segurança, como fez Betty.
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