Foguete abandonado da SpaceX vai bater na Lua nesta quarta-feira
No dia 15 de janeiro de 2025, um foguete Falcon 9 foi lançado do Kennedy Space Center, na Flórida, carregando duas sondas lunares, a americana Blue Ghost-1 e a japonesa Resilience. O estágio superior do foguete ficou viajando pelo espaço – e agora, nesta quarta-feira (5/8), irá colidir com a Lua.
O impacto, com velocidade de aproximadamente 8.700 km/h, deverá ocorrer perto da cratera Einstein, que fica na parte Oeste da face visível da Lua. De acordo com um artigo científico publicado por pesquisadores da Universidade do Texas, a colisão deverá levantar uma nuvem de poeira e detritos com 183 km de largura e até 20 km de altura.
Segundo os cientistas, a nuvem será “potencialmente observável” da Terra, mas o nível de visibilidade ainda é incerto. A desintegração do Falcon 9 também vai gerar um clarão, de aproximadamente um segundo. Sete dias após a colisão, o local será sobrevoado pela sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, da Nasa, que irá capturar imagens.
O impacto terá energia equivalente à de 3 toneladas de dinamite, e deverá fazer um buraco de 27 metros de comprimento e 5 metros de profundidade na superfície lunar. A SpaceX poderia ter evitado a colisão alterando a trajetória do Falcon 9, mas optou por não fazer isso.
Acredita-se que o Falcon 9 seja o segundo foguete a se espatifar acidentalmente na Lua. O primeiro teria sido o chinês Chang’e 5-T1, que foi lançado em outubro de 2014 – e cujo terceiro estágio teria colidido com o solo lunar em 2022. Na época, a China negou que isso tivesse ocorrido: disse que os restos do foguete reentraram na atmosfera terrestre, onde foram incinerados.
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