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Curiosidades

Os dinossauros morreram aos poucos ou de uma vez? Novo estudo questiona hipótese dominante

Há 66 milhões de anos, um asteroide gigante colidiu com a Terra. Mais precisamente, na península de Yucatán, no México. Chamado Chicxulub, o asteroide viajava a cerca de 19 quilômetros por segundo. Seu impacto liberou uma energia mais de um bilhão de vezes maior do que a das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. A colisão provocou tsunamis, terremotos e incêndios por todo o planeta. Depois, veio um longo período de escuridão: o impacto levantou grandes quantidades de poeira e fuligem que cobriram o céu.

Foi assim que os dinossauros, os animais que dominavam a Terra até então, foram extintos. Mas a forma exata como isso aconteceu ainda é debatida pela ciência. A hipótese mais aceita é que eles morreram ao longo de anos, conforme a falta de luz solar enfraqueceu a fotossíntese das plantas e levou ao colapso das cadeias alimentares.

Uma nova pesquisa, publicada esta semana no periódico científico Journal of Geophysical Research: Biogeosciences, apresenta evidências para uma outra hipótese: uma parte considerável dos dinossauros pode ter morrido poucas horas após a colisão. Segundo o novo estudo, o calor extremo e o fogo foram mais intensos do que se imaginava.

Para isso, os pesquisadores estudaram uma fina camada de poeira identificada na América do Norte em 2023. A ideia era utilizá-la para entender melhor como a poeira atmosférica se comportava.

Eles combinaram as informações dessa camada de poeira moderna com simulações computacionais da colisão de Chicxulub e dados geológicos do período. Com isso, perceberam que o vapor de rocha gerado pelo impacto teve um papel ainda mais importante.

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Qual a probabilidade da Terra ser atingida por um asteroide grande?


Para entender isso, é preciso voltar um pouco nos acontecimentos: a colisão do asteroide lançou uma enorme quantidade de rocha vaporizada no ar. À medida que esse material se espalhava pela atmosfera terrestre, ele se resfriava e formava pequenas gotas de rocha, chamadas esférulas. Depois, essas partículas caíram novamente sobre a superfície da Terra, liberando calor e provocando uma onda de incêndios pelo planeta. Todo esse processo já era conhecido pelos cientistas.

O novo estudo mostrou, porém, que parte desse material não se condensou em esférulas. Em vez disso, permaneceu suspensa na atmosfera na forma de uma nuvem de poeira ultrafina (com alguns milímetros de espessura), que envolveu o planeta.

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Segundo os autores, essa poeira não apenas bloqueou a luz do Sol, como também funcionou como uma camada isolante, retendo o calor gerado pelos incêndios e pelas explosões na superfície. Isso teria provocado um aquecimento 3,5 vezes maior do que o estimado anteriormente considerando apenas as esférulas. Esse calor seria suficiente para matar rapidamente boa parte dos animais que estavam expostos.

“O calor e o fogo induzidos pelo impacto de Chicxulub e pela reentrada atmosférica dos materiais ejetados atuaram como um golpe mortal para os dinossauros e outras formas de vida do Cretáceo”, escrevem os autores em trecho do estudo.

A pesquisa não derruba a hipótese de que muitos animais morreram lentamente de fome, mas traz uma nova perspectiva a ela. Os pesquisadores sugerem que os dois processos podem ter acontecido em sequência.

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Depois que os incêndios cessaram e as rochas do planeta esfriaram, essa mesma camada de poeira passou a bloquear a luz solar por anos (ou até décadas), resfriando o planeta. Com menos luz, as plantas morreram e as cadeias alimentares entraram em colapso, levando os sobreviventes a morrerem de fome.

Ainda são necessárias novas pesquisas para confirmar essa hipótese. Um dos principais desafios é que ainda não há evidências de que os incêndios florestais tenham acontecido em todo o planeta após o impacto. A maior parte dos indícios conhecidos até agora está concentrada no Hemisfério Norte.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.