Técnica edita DNA humano com mais precisão
Um grupo liderado pelo geneticista Dieter Egli, da Universidade Columbia, em Nova York, publicou um estudo (1) apresentando uma nova técnica para editar o DNA de embriões humanos. Ela se chama base editing, e consiste em inserir nos embriões uma proteína especialmente construída para substituir a adenina (A), uma das quatro “letras” genéticas, por guanina (G).
Junto com essa proteína vai um pedacinho de RNA que serve como guia, levando-a até os genes onde a modificação será feita. Os cientistas usaram o novo método para alterar os genes PCSK9 e HBG, que estão ligados a problemas cardíacos e talassemia (doença sanguínea que leva à anemia).
Ele é bem mais preciso, e supostamente mais seguro, do que a técnica Crispr, a mais usada atualmente em pesquisas genéticas. Experiências realizadas nos últimos anos mostraram que a Crispr pode alterar outros genes além do “alvo” e levar à destruição de cromossomos. Por isso, não é considerada confiável para uso no DNA humano.
Em 2018, o cientista chinês He Jianku disse ter utilizado a Crispr para editar o código genético de dois embriões, que foram gestados e deram origem a bebês. Acabou condenado a três anos de prisão.
Fonte 1. “Efficient base editing and development in human embryos 2 without chromosomal alterations”.
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