Como um “truque” logístico vai ajudar a Leapmotor a dominar importações
Parece que a Leapmotor encontrou uma forma de otimizar suas importações para o Brasil. Com a estrutura logística da Stellantis, a gigante chinesa passou a usar o porto de Itaguaí, o Rio de Janeiro, para suas operações de transporte marítimo “flat rack“, que vêm para complementar o tradicional método Ro-Ro e acelerar a chegada dos carros por aqui.
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A iniciativa é pioneira no terminal Sepetiba Tecon e foi colocada em prática para garantir a flexibilidade e a rapidez essenciais para o abastecimento da rede de concessionárias. Deu certo: atualmente, o terminal já recebeu mais de 1.800 carros da marca.
Com o método, a fabricante asiática consegue driblar a dependência de embarcações específicas e otimiza seu pesado fluxo logístico para garantir que o consumidor brasileiro receba suas inovações com prazos cada vez menores.
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Como funciona a operação em flat rack?
No formato Ro-Ro, os carros entram e saem rodando por meios próprios das embarcações, mas o método é diferente no flat rack: neste caso, cada veículo é acomodado firmemente em uma estrutura metálica que é içada por guindastes, os mesmos utilizados para grandes contêineres.

Esse processo elimina quase totalmente o manuseio direto do carro a bordo e amplia o leque de navios cargueiros utilizáveis na rota chinesa, garantindo grande velocidade e segurança. Após serem retirados do navio no Rio de Janeiro, os carros são embarcados em tradicionais carretas-cegonha com destino às unidades da Stellantis em Porto Real (RJ) e Juiz de Fora (MG), onde passam por inspeções de pré-entrega.
Aliás, é esse dinâmico fluxo logístico que impulsiona mercado com a nova linha da marca, incluindo o C10 Elétrico, o B10 Elétrico e o C10 Ultra-Híbrido — este último é o único SUV do Brasil com tecnologia REEV, onde o propulsor a combustão funciona apenas como gerador energético.
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