A ascensão e queda de He-Man nos anos 1980
A concorrência
No final dos anos 1970, a Mattel fazia sucesso com Barbie e Hot Wheels, mas penava no segmento de bonecos para meninos. A empresa havia desistido de lançar a primeira linha de brinquedos de Star Wars. A franquia parou nas mãos da fabricante rival Kenner e foi um sucesso. Após fracassos em licenciar sagas como Flash Gordon e Fúria de Titãs, a Mattel resolveu criar uma coleção própria.
O herói

Após pesquisas de mercado, a Mattel decidiu criar um guerreiro bárbaro. As referências foram Conan e o trabalho do artista Frank Frazetta. O designer Roger Sweet fez um protótipo incomum para a época: tinha expressões faciais marcantes e um corpo musculoso, feito com argila a partir de um boneco fracassado da Mattel. Sweet se inspirou em fisiculturistas da época, como Arnold Schwarzenegger. E deu ao boneco o nome He-Man.
Os personagens

Outro artista da Mattel, Mark Taylor, ficou responsável pelo restante da primeira coleção. O Esqueleto nasceu de uma experiência traumática: quando criança, Taylor se assustou num parque de diversões com o que, anos depois, descobriu-se tratar de um cadáver real. O Gato Guerreiro foi improvisado: sem grana para criar um veículo para He-Man, a Mattel usou um tigre fora da escala de outra coleção – e botaram uma sela nele.
O sucesso

A coleção saiu em 1982, junto com gibis sobre o mundo do He-Man. Em 1983, veio o desenho da Filmnation, que deu à saga um tom mais leve. No primeiro ano, as vendas nos EUA bateram US$ 38 milhões, US$ 25 mi a mais que o previsto. O sucesso inspirou uma linha de licenciados e uma personagem feminina, a She-Ra. Em 1986, as vendas foram a US$ 400 mi e superaram as da Barbie.
A derrocada

A Mattel inundou as prateleiras com personagens secundários, e isso saturou o mercado. Na falta do He-Man e do Esqueleto, crianças mais novas não conseguiam começar a colecionar. O fracasso do filme de 1987 não ajudou e, naquele ano, as vendas despencaram para US$ 7 mi. A Mattel descontinuou a coleção em 1988. Mestres do Universo ficou em hiato por uma década, até que uma onda nostálgica impulsionu novos brinquedos, games e animações nos anos 2000.
Para saber mais: série Brinquedos que Marcam Época, da Netflix.
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