Apple mostra nova versão da assistente Siri, desenvolvida com IA do Google
Acabou de terminar a apresentação do Worldwide Developers Conference (WWDC), evento anual da Apple dedicado a software. Foi o último de Tim Cook como CEO da empresa (ele deixa o cargo em setembro), e começou com alterações na linguagem de design Liquid Glass, que desde o ano passado é usada no iOS, no macOS e no iPad OS – e recebeu críticas por ter alguns pontos pouco legíveis. Segundo a Apple, agora será possível suprimir a transparência de certos elementos.
A empresa também citou melhorias no código do iOS – que, segundo ela, farão os apps abrirem 30% mais rápido. Isso é especialmente relevante para iPhones mais antigos (o iOS 27 poderá ser instalado em modelos a partir do iPhone 11).
O aplicativo Apple Health permitirá acompanhar dados relativos à perimenopausa e à menopausa. Os fones AirPods finalmente vão ganhar um equalizador de áudio (mesmo que, aparentemente, com apenas três bandas). O iOS terá novos recursos de controle parental, tornando mais fácil definir quais apps e sites as crianças poderão acessar em seus iPhones ou iPads – elas poderão enviar, com um clique, pedidos de autorização pelo aplicativo Messages.

Também será possível determinar um tempo máximo de uso, por dia, para cada categoria de conteúdo (como redes sociais, games e vídeos).
Em seguida veio o mais esperado: novidades para a Apple Intelligence, conjunto de ferramentas de IA da empresa. No começo do ano, a Apple assinou um acordo com o Google para utilizar o algoritmo Gemini em seus sistemas operacionais. Parte da dificuldade que ela vem tendo em entregar os recursos prometidos para a Apple Intelligence, apresentada em 2024, está na insistência em só usar algoritmos próprios. A adoção do Gemini, que trabalhará em conjunto com os modelos de IA da Apple, deve ajudar a superar isso.

Ele é o cérebro da nova versão da assistente Siri, rebatizada de Siri AI. Ela responde perguntas e reage ao que está na tela. Na demonstração feita pela Apple, um engenheiro perguntou a ela onde havia sido capturada uma foto que aparecia no feed do Instagram. A Siri AI também coloca lembretes na sua agenda, ajuda a planejar roteiros de viagens e organizar festas. Pode analisar e comparar documentos, bem como achar informações contidas nos seus emails, mensagens e agenda. Além disso, segundo a Apple, cruza dados entre apps – se você estiver conversando com alguém no Messages e a pessoa perguntar sobre as fotos de um determinado evento, por exemplo, a IA mostrará um atalho para as imagens relevantes no app Photos.
A Siri AI ainda não entrega tudo o que foi prometido (numa propaganda que a Apple acabou retirando do YouTube, o iPhone era tão esperto que ajudava o usuário a se lembrar do nome de alguém) e também não inclui funções de “IA agêntica”, que executa sozinha ações úteis e é a grande aposta da indústria de tecnologia. Mas ela já é alguma coisa – e o simples fato de estar integrada aos sistemas operacionais da Apple já deverá fazer com que seja muito usada, colocando a empresa entre as maiores forças do mercado de IA.
Inicialmente, a Siri AI só funcionará em inglês (e não estará disponível, devido a questões regulatórias, na Europa e na China). As novas versões do iOS, do iPadOS e do macOS serão liberadas hoje, em versões beta, para desenvolvedores de software. Para o consumidor final, chegam no segundo semestre.
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