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Curiosidades

As rádios usam streaming ou arquivos de áudio para reproduzir as músicas?

Só arquivos de áudio, que são cedidos pelas gravadoras ou pelos artistas.

O padrão é que as músicas estejam em Wave (.wav), formato mais pesado e que mantém a melhor qualidade de áudio possível. Esse tipo de arquivo é o que costuma ser chamado de lossless, ou seja, “sem perda”, porque preserva toda a informação sonora original, e, por isso, costuma ser um arquivo mais pesado. Os serviços de streaming, por sua vez, economizam espaço de armazenamento e agilizam a transmissão pela internet usando formatos mais comprimidos, como o MP3, que deixa o arquivo mais leve removendo certas faixas de frequência.

Hoje, a diferença entre um lossless e um formato comprimido é praticamente imperceptível, mas, para quem trabalha diretamente com o áudio, é importante ter acesso ao material sem nenhuma perda.

Para adquirir os arquivos musicais, as emissoras de rádio negociam diretamente com as gravadoras ou os artistas que detém os direitos de distribuição das canções.

“A gravadora entra em contato com a rádio – às vezes ela costuma marcar reuniões presenciais para vir falar do artista, para mostrar a música ou para comentar um pouquinho sobre estratégia”, conta Alessandra Costa, da rádio paulista Alpha FM. No cargo de diretora artística, ela é a responsável por selecionar as músicas que serão transmitidas pela emissora. “Nós ouvimos e identificamos se a música faz sentido para a estratégia e para o que é a programação da rádio. Caso faça, a gente inclui na programação”.

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Nesse esquema, gravadoras (Sony Music, Universal Music, Som Livre e por aí vai) enviam os arquivos para as rádios geralmente pela internet, via e-mail. Todo esse material fica armazenado na nuvem, em um servidor contendo o acervo digital completo da emissora. No caso de rádios mais antigas, esse acervo pode abranger décadas de música.

Antes de entrar no sistema, o áudio passa por um tratamento que adequa suas qualidades ao padrão da emissora. Isso inclui normalizar o volume, remover silêncios no começo e no final das faixas, ajustar o fade (quando o volume entra ou sai gradualmente) e marcar os pontos de cada seção da música (introdução, refrão, final, etc.).

O banco de dados é vinculado a um software de automação de áudio, que comanda a programação e a execução de todos os áudios que serão transmitidos pela emissora. A ordem das músicas, as vinhetas, os spots dos intervalos comerciais… tudo é controlado dentro do programa, que também contém o cadastro de informações como o nome do artista, o número da faixa dentro do álbum e outros dados relevantes. Tanto a Alpha FM quanto a Rádio USP, com quem conversamos, usam o software Pulsar Multimedia.

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Daí, o programa envia tudo pronto para a mesa de áudio, onde ocorre outro processamento que deixa o som mais encorpado e consistente. Da mesa, o sinal passa pelo transmissor, que converte a corrente elétrica em ondas eletromagnéticas. No topo da emissora, essas ondas são irradiadas pela antena, dentro de uma frequência de rádio específica.

Muitas rádios atualmente também transmitem o conteúdo ao vivo pela internet. Nesse caso, o áudio é codificado e vai para o servidor de streaming, de onde ele será transmitido.

Nesse meio tempo, outro software monitora quais músicas estão sendo tocadas e manda essa informação para o Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad), a instituição que cuida da cobrança dos direitos autorais no Brasil. Todo mês, as rádios pagam um valor ao Ecad calculado com base no alcance da transmissão e na densidade populacional da região de abrangência. O Ecad repassa 85% desse valor aos artistas. O restante fica com o órgão e com associações do setor.

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Como era antes?

É assim que funciona hoje em dia. No passado, porém, esse processo de aquisição, seleção e programação era consideravelmente mais trabalhoso. Antes dos arquivos digitais, o padrão era tocar a música direto dos discos de vinil. Um profissional chamado de discotecário (ou disco-jóquei, DJ) ficava a cargo de trocar os vinis nos toca-discos e colocar a agulha precisamente no começo de cada nova faixa.

No começo dos anos 1990, essa primazia foi transferida para os CDs. A programação das músicas ficou mais fácil, mas ainda era algo limitado. “Para toda a programação que nós fazíamos, a gente precisava do CD físico”, conta Alexandre Lima, programador musical da Rádio USP. Como a programação musical de cada dia ficava invariavelmente atrelada ao CD, o processo ainda era um tanto inflexível. 

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No máximo, dava para reaproveitar uma música que foi gravada na programação de um dia anterior. “Aí, quando essa programação voltava, a gente tinha que pegar o disco e encaixar ali, porque ela já estava programada em outro disco, em outro dia”, relata. Hoje, porém, a digitalização de todo esse processo permitiu com que emissoras pudessem planejar a programação musical com meses de antecedência. 

Pergunta de Gabriel Dias, Recife (PE)

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.