Aqui você encontra as informações mais interessantes e surpreendentes do mundo

Aqui você encontra as informações mais interessantes e surpreendentes do mundo

Curiosidades

Por que o câncer de coração é mais raro que outros? Estudo sugere resposta

Praticamente todas as células do corpo estão suscetíveis a se tornarem cancerígenas. Mesmo assim, alguns tecidos têm chances maiores de desenvolverem tumores: pulmão, mama, colorretal e próstata representam quase metade da incidência de cânceres no mundo.

Da mesma forma, outros tipos de cânceres são extremamente raros. Estima-se que apenas duas a cada 100 mil pessoas desenvolvam câncer de coração por ano. É raro ter qualquer tipo de tumor no tecido cardíaco – e, quando ocorrem, nove em cada dez casos são benignos. Até mesmo quando o câncer se origina em outros tecidos, é difícil que ele chegue no coração.

Mas o que protege o coração de tumores malignos? Segundo um novo estudo publicado no periódico Science, o segredo está no próprio batimento cardíaco. No experimento conduzido em camundongos, o movimento do coração impediu células cancerígenas de se espalharem.

Até então não havia uma comprovação satisfatória que explicasse a baixa incidência de cânceres cardíacos. No novo estudo, os pesquisadores transplantaram corações para o pescoço dos ratinhos. Os animais tinham corações normais e que funcionavam muito bem no peito. A ideia do coração extra no pescoço era justamente que eles não batessem, mas recebessem sangue como um órgão normal.

Fosfoetanolamina: relembre o lamentável caso da “pílula do câncer”

Continua após a publicidade

Os cientistas, então, injetaram células cancerígenas nos dois corações – o do pescoço e o “nativo” – de cada rato. Após duas semanas, o tumor havia se espalhado pelo órgão transplantado, substituindo a maior parte das células saudáveis. Por outro lado, apenas 20% do tecido no coração normal havia se tornado cancerígeno.

A diferença entre os corações era justamente que um batia e bombeava sangue para o corpo, enquanto o outro permaneceu estático.

A equipe também fez um teste in vitro, em que eles poderiam alterar a força mecânica exercida nas células de diferentes tecidos. Eles perceberam que o câncer se espalhava mais quando a força aplicada nas células era menor.

Continua após a publicidade

Para entender a causa desse fenômeno, o time coletou amostras de pacientes humanos cujas células cancerígenas haviam se espalhado para o coração. Eles verificaram quais genes estavam ativos nas células cancerígenas, tentando entender o que pode ter causado a disseminação do tumor.

Um dos protagonistas nesse processo é a proteína nesprin-2. Localizada na membrana externa do núcleo celular, ela identifica e responde à força mecânica, como a batida do coração. Os cientistas perceberam que ao “desligar” a expressão dessa proteína, o câncer se proliferava mais.

Segundo Serena Zacchigna, cientista na Universidade de Trieste (Itália) e uma das autoras do estudo, essa é a primeira evidência de que a força mecânica para além do tumor pode influenciar o espalhamento de células cancerígenas. E mais: os resultados in vitro sugerem que esse seja um mecanismo geral que se aplica a outros tecidos – e não apenas o cardíaco.

Continua após a publicidade

A pergunta que fica é: seria possível “imitar” o movimento do coração em células de outros tecidos? Desenvolver terapias para agitar as células cancerígenas? Ou então estimular a produção da proteína nesprin-2 em células que não estejam sendo movimentadas? Essas são perguntas que o novo estudo abre – e que oferecem esperança para novos tratamentos contra o câncer.

Publicidade

O que achou dessa notícia? Deixe um comentário abaixo e/ou compartilhe em suas redes sociais. Assim conseguiremos informar mais pessoas sobre as curiosidades do mundo!

Esta notícia foi originalmente publicada em:
Fonte original

augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.