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Curiosidades

Review Ford Mustang New GT: câmbio manual é “cereja do bolo” do esportivo

A versão com câmbio manual do Ford Mustang GT, batizada pela marca como “New GT”, tem poucas diferenças em relação à equipada com transmissão automática, mais comum de se ver pelas ruas brasileiras. A principal delas, porém, a presença do pedal de embreagem e da alavanca das marchas, é justamente a que faz o coração dos puristas bater mais forte.

Afinal de contas, a sensação de trocar cada uma das seis marchas no tempo desejado, seja ele mais curto ou “esticando” qualquer uma delas, transforma o Mustang manual em um muscle car ainda mais icônico e visceral, entregando nas mãos do motorista/piloto tudo o que os 492 cv de potência e 57,8 kgf/m de torque são capazes de fazer.

A reportagem do CT Auto foi “dona” de um dos únicos 200 Ford Mustang New GT produzidos por alguns dias e, após cerca de 400 quilômetros percorridos, tanto em perímetro urbano quanto em rodovias, chegou a uma fácil conclusão: o câmbio manual é a “cereja do bolo” em um carro que já era sensacional em suas versões automáticas, mas ficou ainda melhor na edição que já se tornou item de colecionador.


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Confira o review completo com a análise detalhada da unidade número 60 da série limitada do Ford Mustang New GT, um muscle car “raiz” e visceral, mas muito tecnológico.

Ford Mustang New GT é versão do ícone com câmbio manual (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

Prós

  • Design agressivo
  • Dirigibilidade
  • Conjunto mecânico
  • Pacote tecnológico

Contras

  • Ajuste manual dos bancos
  • Espaço interno traseiro

Mustang New GT é esportivo “raiz”, mas tecnológico

Se você pensa que pelo fato de o Ford Mustang New GT vir equipado com câmbio manual de 6 marchas ele é menos tecnológico que seus “irmãos” com transmissão automática, está bem enganado.

O câmbio manual, por si só, na verdade, é recheado de tecnologia e, por isso, entrega nas mãos do motorista/piloto trocas suaves, com a alavanca deslizando “amanteigada” por entre os dedos e com encaixes perfeitos, em sintonia com o ronco do poderoso motor Coyote 5.0 V8 de 492 cv de potência.

Além de toda a tecnologia utilizada para transformar a transmissão do New GT em uma obra de arte, o muscle car carrega com ele as mesmas características que se destacam no GT automático ou no Dark Horse.

Os principais destaques, claro, são os recursos voltados para uso em pista, como o track apps, que combina em um único menu diversos tipos de cronometragem e frenagem. Há também a possibilidade de mexer no som do escapamento, tornando o barulho que sai dos quatro exaustores mais suave ou, então, pronto para “tremer o quarteirão”, com direito a um aviso por escrito na tela do painel de controle quando acionado: “Uso somente em pista”.

Mustang New GT conta com tecnologias voltadas para uso em pista (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

A conectividade do New GT também é um dos pontos altos, com a central multimídia oferecendo espelhamento com Android Auto e Apple CarPlay de maneira rápida e intuitiva. O painel de instrumentos, que é digital e integrado à central horizontal, pode ser customizado e emular o visual de mostradores clássicos antigos. Se preferir, também pode assumir o estilo de um carro de pista, bastando, para isso, apertar o botão do cavalinho, logo abaixo das saídas do ar-condicionado.

Há também recursos de segurança voltados para o auxílio à condução, como a frenagem automática de emergência, que se mostrou bastante eficaz nos testes feitos pelo CT Auto, e um “easter egg” bastante curioso: a presença de uma bússola digital, no painel de instrumentos, indicando em tempo real a direção que o carro está seguindo.

Bancos dianteiros com ajustes manuais não combinam com o preço do Mustang New GT (Imagens: Paulo Amaral/Canaltech)

Além destas tecnologias, o Mustang New GT também conta com assistente de partida em rampa e de permanência em faixa, assistente de manobras evasivas, 7 airbags, controle eletrônico de estabilidade e tração, detecção automática de buracos, assistente de frenagem autônoma com detecção de pedestres e ciclistas, drift brake e muito mais.

O ponto contrastante fica por conta dos ajustes dos bancos frontais. Em um carro que  custa mais de meio milhão de reais, era esperado que a Ford utilizasse comandos eletrônicos, mas nem motorista e nem passageiro contam com essa tecnologia. O ajuste dos bancos é feito por meio de alavancas mecânicas, de forma manual.

“Em um carro tão tecnológico como o Mustang New GT, causou estranheza o ajuste manual dos bancos dianteiros.”

— Paulo Amaral

Como anda o Mustang com câmbio manual?

Bom, nada melhor para explicar o porquê de afirmarmos que o câmbio manual é a “cereja do bolo” do Ford Mustang New GT do que contar, nas próximas linhas, como foi a experiência ao volante da unidade número 60 das 200 produzidas dessa série limitada do icônico muscle car. E aqui vai um pequeno spoiler: ela foi inesquecível.

Além de ser um carro que chama a atenção mesmo quando está parado e com o motor desligado, principalmente pelo visual esportivo, caracterizado pela frente agressiva e pelas faixas pretas com detalhes em vermelho que percorrem a carroceria de ponta a ponta, o Mustang manual dá um show quando está em ação.

Embora não tenha sequer pensado em me aventurar a fazer drift, algo que é possível graças às tecnologias embarcadas no carro, posso dizer que dirigir o Mustang com câmbio manual foi, ao mesmo tempo, divertido e desafiador.

Motor 5.0 V8 entrega quase 500 cv de potência ao motorista (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

O esportivo da Ford, dotado de um motor 5.0 V8 de 492 cv, com 57,8 kgf/m de torque, e de um câmbio de 6 velocidades muito bem escalonadas, te “convida” a acelerar mais forte e entender, em poucos segundos (em 4,3, para ser mais exato), o motivo de tanta gente considerar o Mustang um dos muscle cars mais icônicos já produzidos em todos os tempos. 

A cada pisada no pedal da direita, a cada resposta rápida do volante e a cada marcha reduzida no câmbio, que fazia o motor roncar mais alto, dezenas de pelos dos braços se arrepiavam e mandavam um recado claro ao cérebro: aproveite, pois o que você está vivendo é algo especial.

Equilibrado na tocada e “feroz” no consumo

Embora seja praticamente incomparável na aceleração de 0 a 100 km/h, o Mustang com câmbio manual tem um contraponto não muito agradável, mas que não deve preocupar muito quem se dispôs a pagar mais de meio milhão por uma das 200 unidades produzidas do muscle car: o consumo de combustível.

Embora tenha apresentado números surpreendentes quando caiu na estrada (cerca de 9,2 km/l), rodar com o New GT em perímetro urbano e, vez ou outra, acelerar um pouquinho mais forte, tem reflexos imediatos no consumo… e no bolso. 

Consumo do New GT surpreendeu na estrada, mas foi alto na cidade (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

No anda e para das cidades, onde as saídas em primeira marcha são mais constantes, e a tentação de pisar com o pé direito sem muita cautela é maior, o consumo do Mustang manual girou entre 4,5 e 5,6 km/l, nada assustador em se tratando de um carro com o motor V8 sob o capô.

Consumo “feroz” à parte, a experiência, como um todo, foi bastante positiva. A tração traseira, a suspensão ativa, que permite deixar o carro mais firme ou mais macio, as rodas de 19 polegadas e os freios Brembo fazem do Mustang New GT um carro arisco, mas na medida certa, personalizável até pelos 6 modos de condução disponíveis. Uma “fera”, mas completamente domável.

“O alto consumo de combustível na cidade é um mero detalhe diante da experiência ao volante do New GT.”

— Paulo Amaral

Ford Mustang New GT: vale a pena?

Responder se vale ou não a pena comprar o Ford Mustang New GT, versão com câmbio manual do icônico e sexagenário muscle car, na verdade, é algo totalmente retórico, já que todas as 200 unidades produzidas da série limitada já têm dono antes mesmo de o carro chegar às lojas. 

Mesmo assim, por pura obrigação profissional, o CT Auto precisa pontuar, após a curta (infelizmente) experiência ao volante da unidade número 60 produzida, se o Mustang manual faz jus ao preço colocado pela Ford, em torno de R$ 600 mil. E a resposta, em letras garrafais, tem 3 letrinhas: SIM.

Embora seja, literalmente, um carro para poucos afortunados, o Ford Mustang New GT oferecerá, para os felizardos que conseguiram comprá-lo, tudo o que um esportivo “raiz” se propõe: design agressivo, emoção ao dirigir, estilo e, para completar, muita tecnologia. O alto consumo? Para quem busca tudo isso em um carro, o consumo é um mero (e insignificante) detalhe.

Se você leu o review completo é porque é apaixonado por esportivos com câmbio manual, certo? Então aproveite e veja também o review produzido pelo CT Auto sobre o Honda Civic Type R, um esportivo raiz e visceral.

Ford Mustang New GT mostrou o porquê esgotou as 200 unidades tão rapidamente (Imagem: Paulo Amaral/Canaltech)

*A unidade do Ford Mustang New GT avaliada nesse review foi gentilmente cedida ao Canaltech pela Ford Motors do Brasil

Leia a matéria no Canaltech.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.