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Curiosidades

Obra em terminal rodoferroviário revela nova espécie de dinossauro pescoçudo no Maranhão

Em 2021, a cidade de Davinópolis, no Maranhão, realizava obras em seu terminal rodoferroviário. O que seria uma atividade comum deu lugar a um grande achado paleontológico: o fóssil de uma nova espécie de dinossauro pescoçudo (saurópode).

Ele foi identificado pelos próprios funcionários da obra, que acionaram uma equipe de paleontólogos, como previsto por lei. O fóssil estava a cerca de oito metros de profundidade, em uma camada geológica que remonta ao período de transição entre o Cretáceo Inferior e o Superior, há aproximadamente 120 milhões de anos. A escavação completa durou apenas 15 dias e não atrapalhou o andamento da obra.

O material estava relativamente completo – digno dos filmes de Jurassic Park. Inclui um fêmur de 1,5 metro, vértebras da cauda, costelas e ossos do pé, da perna, do braço e da bacia. Com pescoço e cauda longos, o animal teria cerca de 20 metros de comprimento, sendo o maior dinossauro já encontrado no Maranhão e um dos maiores do Brasil.

<span class=”hidden”>–</span>UFMA/Divulgação

Ele foi nomeado Dasosaurus tocantinensis (“Daso” significa floresta, em referência ao ecossistema maranhense, e “tocantinensis” remete ao rio Tocantins, próximo à região).

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Além de uma nova espécie, trata-se também de um novo gênero dentro do grupo dos titanossauriformes. No Brasil, já haviam sido encontrados outros titanossauriformes, mas todos eram do gênero titanossauro.

Após a escavação, os fósseis passaram por uma etapa de preparação e foram encaminhados ao Pará, onde foram analisados. Só em 2025 retornaram ao Maranhão. Eles foram transportados nas boas e velhas caixas de isopor (devidamente preparadas), que estavam até decoradas com lacinhos vermelhos.

Fotografia dos Fósseis preparados para translado do estado do Pará para o Maranhão.
<span class=”hidden”>–</span>Elver Mayer/UFMA/Divulgação
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Os resultados foram publicados neste ano no periódico científico Journal of Systematic Palaeontology. Atualmente, o fóssil está no Centro de Pesquisa de História Natural e Arqueologia do Maranhão.

A pesquisa aponta que o parente mais próximo do animal é o Garumbatitan morellensis, uma espécie semelhante encontrada na Espanha. Para os pesquisadores, isso sugere uma conexão evolutiva entre a Europa e a América do Sul.

Provavelmente, os ancestrais do Dasosaurus tocantinensis viviam na região europeia há cerca de 130 milhões de anos, quando os continentes ainda estavam conectados. Eles teriam se dispersado por áreas que hoje correspondem ao norte da África, até chegar à região que posteriormente formaria a América do Sul.

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Também foi analisado o crescimento dos ossos da espécie, que mostraram um padrão diferente do observado em titanossauros recentes – e mais próximo a outros grupos de dinossauros. Isso traz novas pistas sobre a evolução desses animais e ajuda a entender o enigma de como alguns deles possuíam ossos tão gigantescos. 

Os pesquisadores acreditam que ainda há mais fósseis no local e, por isso, negociam a continuidade das escavações na área da obra.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.