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Curiosidades

Se um novo estado fosse criado, onde ficaria sua estrela na bandeira do Brasil?

Difícil dizer, mas há algumas possibilidades. Primeiramente, é importante saber que a posição das estrelas não é aleatória. A bandeira representa o céu do Rio de Janeiro em 15 de novembro de 1889, dia da proclamação da República. Todas as estrelas estão posicionadas de acordo com as constelações que seriam visíveis naquele dia. 

Para que um carioca de 1889 pudesse observá-las, no entanto, seria necessário “desligar” o Sol. Isso porque as estrelas da bandeira correspondem ao céu às 8h30 da manhã – ou seja, a luminosidade da nossa estrela-mãe ofuscava qualquer pontinho a anos-luz da Terra.

Além disso, o céu representado na bandeira está espelhado, como se fosse visto por alguém fora da esfera celeste (um alienígena, talvez). Para entender como estava o céu de 137 anos atrás, você precisa olhar o verso da bandeira, ou posicioná-la em um espelho.

Feitas as explicações, vamos aos exemplos. Abaixo da letra “P” você encontra as cinco estrelas do Cruzeiro do Sul, que representam São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Espírito Santo. À esquerda, as estrelas da constelação de Escorpião representam o Nordeste (com exceção da Bahia). Já as três estrelas do Triângulo Austral simbolizam cada estado da região Sul.

O Distrito Federal é a menor estrela de todas, bem ao sul da bandeira. Tocantins, Roraima, Rondônia, Amapá e Mato Grosso estão à direita, na constelação do Cão Maior. Mato Grosso do Sul e Acre parecem distantes na bandeira, mas ambas são estrelas da constelação de Hidra. Goiás é o único estado da constelação de Carina.

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Amazonas é o único estado de Cão Menor, e o Pará é o único de Virgem, acima da faixa de Ordem e Progresso. A escolha de representá-lo acima da faixa foi feita porque, na época, Belém era a capital mais ao norte do país (Amapá e Roraima ainda não existiam).

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Pois bem. Segundo a lei 8.421 de 1992, novos estados também devem corresponder a estrelas do céu do dia 15/11/1889. Existem muitas disponíveis – basta escolher. Talvez outra estrela da constelação de Hidra, para ficar entre o Acre e Mato Grosso do Sul? Ou então uma estrela de Cão Menor, para fazer companhia ao Amazonas? Também podemos ousar e escolher estrelas de uma nova constelação, como Leão. Nesse último caso, é possível que o novo estado também ficasse acima da faixa da bandeira, de acordo com o mapa celeste.

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De toda forma, a escolha envolveria aspectos estéticos. Se a bandeira do Brasil fosse uma representação fiel e em escala do céu, o Cruzeiro do Sul seria bem menor que Escorpião. Apesar disso, ele ocupa um espaço central e de destaque na bandeira. Mesmo que soubéssemos qual a constelação ou estrela escolhida, não está claro como ela seria posicionada na bandeira.

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A escolha também pode envolver algum simbolismo. Por exemplo: o Distrito Federal foi escolhido como uma estrela da constelação Oitante pois, ao observá-la no céu, temos a impressão de que todas as outras estão girando em torno dela.

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Sabemos que a estrela de um novo estado deve seguir um padrão. Existem cinco opções de tamanho disponíveis, indo do menor (em que o único representante é o Distrito Federal) ao maior (como o Pará, Piauí, São Paulo, etc.). Sem a perspectiva de novos estados num futuro próximo, vamos ter que esperar para matar a curiosidade.

Pergunta de Diogo Nunes, Uberlândia – MG

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.