Revista Pesquisa Fapesp deixará de circular em versão impressa
A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) é um dos principais órgãos de financiamento e incentivo à pesquisa científica no Brasil. Ela concede bolsas e auxílios a projetos de pesquisa de diferentes áreas do conhecimento. Hoje, o estado de São Paulo contribui para quase metade da produção científica nacional.
Uma parte importante da atuação da Fapesp é a divulgação científica – fazer com que informações sobre a ciência produzida no Brasil chegue aos brasileiros. Em 1995, foi lançado o boletim mensal Notícias Fapesp, que em seguida se tornou a revista Pesquisa Fapesp. Em 2003, com a popularização da internet, foi criada a agência de notícias Agência Fapesp, com o foco de distribuir conteúdo online. Em 2016, foi lançado o boletim semanal Pesquisa para Inovação, focado em dialogar com o setor produtivo.
Hoje, a revista Pesquisa Fapesp é distribuída gratuitamente para pesquisadores que têm projetos financiados pela Fapesp. Ela também é facilmente encontrada nos corredores de bibliotecas, universidades e outras instituições de ensino. Todos os conteúdos também estão disponíveis gratuitamente no site da revista. (O veículo, inclusive, já serviu de inspiração e fonte para diversas pautas aqui na Super).
Agora, a versão impressa da revista se aproxima do fim. As três publicações serão reunidas em uma única plataforma de divulgação científica online. Segundo nota publicada pela Fapesp, o objetivo é modernizar as estratégias de comunicação para consolidar sua posição nas redes sociais e entre influenciadores digitais. Apesar da integração de equipes, a Fapesp afirma que as especificidades de cada um dos veículos serão mantidas.
A Rede Brasileira de Jornalistas e Comunicadores de Ciência (RedeComCiência) publicou uma carta de apoio à permanência das versões impressa e online da revista. Segundo o texto, a decisão pode comprometer a autonomia editorial, diversidade de abordagens e credibilidade construída ao longo do tempo.
“Reorganizar é legítimo. Modernizar é necessário. Mas enfraquecer um patrimônio editorial consolidado em nome de uma integração administrativa pode significar empobrecer o debate científico no país”, diz a carta, que reúne centenas de assinaturas.
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