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Curiosidades

O experimento humano mais antiético de todos os tempos foi acompanhado um mês depois para avaliar o impacto real

No início do século XX, a psicologia passava por uma fase de intensa experimentação. Pesquisadores buscavam entender como emoções, comportamentos e reações humanas poderiam ser moldados por estímulos externos. Nesse contexto surgiu um dos estudos mais controversos da história da ciência comportamental, conhecido como experimento do Pequeno Albert, realizado nos Estados Unidos e publicado em 1920.

A pesquisa foi conduzida pelo psicólogo John B. Watson, um dos principais nomes do behaviorismo, em parceria com a estudante de pós-graduação Rosalie Rayner. Inspirados por experimentos anteriores sobre condicionamento, especialmente aqueles que mostravam como animais podiam aprender associações entre sons e recompensas, eles decidiram aplicar princípios semelhantes a um bebê humano. A decisão marcaria para sempre a história da psicologia.

O bebê envolvido no estudo tinha apenas nove meses de idade e ficou conhecido pelo pseudônimo de Pequeno Albert. Ele vivia em um hospital universitário e foi selecionado para participar da pesquisa sem ter qualquer possibilidade de escolha ou compreensão do que estava acontecendo.

A ideia por trás do experimento

Eles mostraram um rato branco a um bebê e fizeram um barulho assustador para condicioná-lo a ter medo do animal (Watson e Rayner)

Eles mostraram um rato branco a um bebê e fizeram um barulho assustador para condicioná-lo a ter medo do animal (Watson e Rayner)

Watson acreditava que emoções humanas, como o medo, não eram apenas inatas, mas poderiam ser aprendidas por meio do condicionamento. Para testar essa hipótese, ele e Rayner começaram apresentando ao bebê diferentes estímulos considerados neutros. Entre eles estavam um coelho, um macaco, um rato branco, jornais em chamas e outros objetos.

Inicialmente, Albert não demonstrava medo ao ver esses itens. O rato branco, em especial, parecia despertar curiosidade, e o bebê tentava tocá-lo sem sinais de desconforto. Esse comportamento inicial era essencial para os pesquisadores, pois indicava que o animal não causava medo espontâneo.

A partir desse ponto, o experimento entrou em uma fase mais invasiva. Sempre que o rato branco era apresentado, os pesquisadores produziam um ruído extremamente alto e repentino, batendo com força em uma barra metálica atrás da criança. O som provocava choro imediato e reações de susto.

Após algumas repetições, o bebê começou a reagir de forma diferente. Mesmo antes do barulho, a simples presença do rato já era suficiente para provocar tensão, choramingo e tentativa de afastamento. O medo havia sido condicionado.

As reações do Pequeno Albert

Os registros feitos durante as sessões mostram uma progressão clara nas respostas emocionais do bebê. Na segunda sessão, a combinação do som alto com o rato já resultava em susto e desconforto visíveis. Cerca de uma semana depois, durante uma nova observação, apenas a visão do animal gerava sinais de medo leve.

Em sessões seguintes, o procedimento foi repetido várias vezes. O resultado foi um aumento significativo da reação emocional. Quando o rato era mostrado sem o ruído, Albert demonstrava forte medo, tentando se afastar e chorando intensamente.

O efeito não ficou restrito ao rato branco. Com o passar do tempo, o bebê passou a reagir negativamente a outros estímulos semelhantes. Objetos com pelos, animais pequenos e até um cachorro que latia passaram a provocar reações de medo. Isso indicava uma generalização do condicionamento, algo que interessava muito aos pesquisadores do ponto de vista teórico.

Durante uma das sessões finais, Albert foi exposto ao latido de um cachorro, o que intensificou ainda mais suas respostas emocionais. O experimento, na prática, transformou estímulos comuns em fontes constantes de medo para a criança.

O que aconteceu depois

Cerca de um mês após o término das sessões iniciais, os pesquisadores retornaram para observar se o medo persistia. O bebê ainda reagia negativamente ao ver o rato branco. Embora não chorasse como antes, apresentava sinais claros de desconforto, como tremores e o hábito de chupar o dedo para se acalmar.

Não houve qualquer tentativa de reverter o condicionamento. Pouco tempo depois, a mãe de Albert retirou o filho do hospital, encerrando de vez a participação no estudo. Assim, nunca foram realizados testes de dessensibilização para tentar eliminar os medos induzidos.

O destino do Pequeno Albert se tornou um mistério ao longo das décadas. Pesquisadores posteriores tentaram identificar quem realmente era a criança por trás do pseudônimo. Uma hipótese sugere que se tratava de Douglas Merritte, filho de uma enfermeira do hospital. Segundo essa versão, ele teria enfrentado sérios problemas de saúde, incluindo acúmulo de líquido no cérebro, e morreu aos seis anos de idade.

Outra linha de investigação aponta para William Albert Barger, que teria vivido até 2007. Um parente relatou que ele tinha aversão a animais, embora não houvesse confirmação definitiva de que fosse o bebê do experimento.

Independentemente da identidade real, o caso do Pequeno Albert passou a ser citado como exemplo de práticas científicas que hoje seriam inaceitáveis. O estudo continua sendo analisado em cursos de psicologia como um marco histórico e, ao mesmo tempo, como um alerta sobre os limites éticos da pesquisa científica.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.