Homem de 76 anos evita a pena de morte após deixar uma menina de 5 anos ser devorada por jacarés
Em 1998, um crime ocorrido no sul dos Estados Unidos chocou investigadores, promotores e a opinião pública pela sequência de violência e pelas circunstâncias extremas envolvidas. O caso teve como cenário o estado da Flórida e envolveu o sequestro de uma mãe e sua filha de cinco anos, seguido de um desfecho considerado um dos mais brutais já registrados na região dos pântanos do sul do país.
Na noite do crime, Harrel Braddy, conhecido da família por frequentar a mesma igreja, ofereceu carona à mãe da criança, Shandelle Maycock, após o trabalho. Ele também se comprometeu a buscar a filha dela, Quatisha, que estava na casa de uma amiga da família. A princípio, nada indicava que a situação tomaria um rumo violento.
Ao chegarem à residência, Shandelle pediu que Braddy fosse embora. A reação foi imediata e agressiva. Segundo os autos, ele a atacou dentro da casa, ameaçando matá-la. Shandelle foi estrangulada até perder a consciência e, ao despertar, sofreu uma nova tentativa de asfixia. Em seguida, Braddy a colocou no porta-malas do carro e dirigiu por quilômetros.
O abandono e a descoberta do corpo
Após percorrer uma longa distância, Braddy abandonou Shandelle ainda com vida em um trecho isolado da rodovia U.S. 27, próximo à divisa entre os condados de Broward e Palm Beach. Em outro ponto da estrada, conhecido como Alligator Alley, ele deixou a criança sozinha, em uma área cercada por canais e pântanos ligados aos Everglades, região conhecida pela presença de jacarés.
Dias depois, pescadores encontraram o corpo de Quatisha em um canal. A menina ainda vestia seu pijama, com estampa de brinquedos infantis. A perícia indicou sinais claros de ataque de animais selvagens, com marcas de mordidas na cabeça e no abdômen, além da perda de um dos braços. As evidências apontaram que ela havia sido atacada por jacarés logo após ser deixada no local.
O Ministério Público sustentou que o crime foi motivado por rejeições repetidas de Shandelle. Braddy, apesar de casado e pai de cinco filhos, teria desenvolvido uma obsessão pela mãe da criança e reagido de forma violenta ao ser afastado.
Julgamentos, reviravoltas legais e sentença final
Harrel Braddy foi condenado em 2007 pelo assassinato ocorrido em 1998 e recebeu inicialmente a pena de morte, decidida por um júri que não foi unânime. Anos depois, em 2017, essa sentença foi anulada devido a uma mudança na legislação da Flórida, que passou a exigir unanimidade do júri para a aplicação da pena capital.
O caso voltou a ser analisado décadas após o crime. Em janeiro de 2026, um novo júri se reuniu por mais de três horas para deliberar exclusivamente sobre a pena. Apesar de uma lei estadual aprovada em 2023 permitir a condenação à morte com votação de oito a quatro, os jurados optaram por poupar Braddy da execução, determinando prisão perpétua.
Durante o processo, veio à tona o histórico criminal do réu, que incluía condenações por roubo, sequestro e tentativa de homicídio contra um agente penitenciário. Registros indicam que ele chegou a fugir da custódia três vezes em 1984, após dominar agentes de segurança.
Shandelle Maycock acompanhou grande parte do julgamento, embora não estivesse presente no momento da leitura do veredito. Promotores destacaram o impacto emocional do caso e o sofrimento contínuo da mãe ao reviver, décadas depois, os detalhes do assassinato da filha.
Esse Homem de 76 anos evita a pena de morte após deixar uma menina de 5 anos ser devorada por jacarés foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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