Mais de 40 nadadores sofrem ferimentos horríveis em ataque em massa de piranhas
Um fim de semana de lazer terminou em emergência médica para dezenas de pessoas no nordeste da Argentina, após uma sequência de ataques de piranhas em uma área bastante frequentada às margens do Rio Paraná. O episódio levou ao fechamento imediato da praia e reacendeu alertas antigos sobre os riscos de entrar em trechos não autorizados do rio durante o verão.
Os ataques aconteceram nos dias 1º e 2 de fevereiro, próximo à cidade de Victoria, na província de Entre Ríos. Famílias inteiras estavam na água quando começaram a surgir os primeiros feridos. Em pouco tempo, salva-vidas passaram a retirar banhistas às pressas, diante do aumento rápido no número de mordidas.
Mais de 40 nadadores sofreram ferimentos devido a mordidas de piranhas (CEN)
Alejandro Martin, guarda-vidas que atuava no local, informou que 46 pessoas ficaram feridas. Segundo ele, todas apresentavam lesões consideradas graves, principalmente cortes profundos nas mãos e nos pés. Martin relatou que precisou usar três kits completos de primeiros socorros para conter sangramentos e prestar atendimento inicial ainda na areia.
Atendimento de emergência e áreas proibidas
Diversos feridos foram encaminhados ao pronto-socorro do Hospital Fermin Salaberry. A unidade confirmou que atendeu adultos e crianças com ferimentos compatíveis com mordidas de piranha. De acordo com a equipe médica, todas as vítimas haviam entrado na água em pontos onde o banho é expressamente proibido.
Os salva-vidas fecharam a praia e hastearam uma bandeira vermelha de aviso (CEN).
Um dos casos mais graves envolveu a perda de um dedo, o que levou os salva-vidas a interromer definitivamente o acesso ao rio naquele trecho. Bandeiras vermelhas foram erguidas para sinalizar perigo extremo, e a praia foi oficialmente fechada até nova avaliação das autoridades locais.
Representantes do hospital reforçaram que placas de advertência já estavam instaladas ao longo da margem do rio antes do ocorrido. Mesmo assim, muitas pessoas ignoraram as restrições, atraídas pelo calor intenso e pela aparente tranquilidade da água.
Calor, nível do rio e histórico de ataques
Especialistas em fauna aquática explicam que períodos de temperaturas elevadas, combinados com a redução do nível do rio, favorecem o aumento da agressividade das piranhas. Nessas condições, os peixes ficam mais concentrados em áreas rasas, exatamente onde banhistas costumam entrar.
Um hospital próximo informou ter atendido pessoas que entraram no rio em trechos onde o banho é proibido (CEN).
Como a Argentina está no hemisfério sul, fevereiro corresponde ao auge do verão, quando ondas de calor são mais frequentes. Autoridades locais orientaram a população a evitar completamente o contato com a água fora das áreas liberadas, manter atenção redobrada com crianças e buscar atendimento médico imediato em caso de qualquer mordida.
O episódio não foi isolado. Em dezembro de 2013, mais de 60 pessoas ficaram feridas em ataques semelhantes no mesmo rio, também durante o verão. Na ocasião, uma menina precisou amputar parte de um dedo devido à gravidade das lesões na mão.
Especialistas alertaram que o clima mais quente aumenta a probabilidade de ataques de piranhas (CEN)
Relatos de profissionais de saúde da época descreviam os peixes como grandes, vorazes e extremamente agressivos. Menos de um mês depois daquele evento, novos ataques deixaram outras dez pessoas feridas na mesma região.
Em 2021, outro surto de mordidas chamou atenção da imprensa internacional, quando cerca de 30 pessoas foram atacadas no Rio Paraná. Entre os feridos estava uma adolescente de 13 anos que teve o dedão do pé arrancado.
As autoridades reforçam que o Rio Paraná, o segundo mais longo da América do Sul, só permite banho em pontos específicos, monitorados e sinalizados, justamente para reduzir riscos associados à fauna local e às variações ambientais.
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