Nutricionista faz alerta para pessoas que consomem o “superalimento” chia
As sementes de chia se tornaram presença constante em dietas focadas em saúde e bem-estar. Pequenas, de cor branca ou preta, elas concentram uma combinação de nutrientes que chama atenção de nutricionistas e pesquisadores. Entre os principais componentes estão fibras, proteínas, ácidos graxos ômega-3, antioxidantes, além de vitaminas e minerais essenciais ao funcionamento do organismo.
Originárias da planta Salvia hispanica, as sementes de chia são estudadas há anos por seus efeitos no corpo humano. Pesquisas associam o consumo regular à redução da pressão arterial, ao controle do colesterol, ao apoio à saúde intestinal e à diminuição de processos inflamatórios. Há também indícios de benefícios para o controle do peso, já que a chia ajuda a prolongar a sensação de saciedade quando integrada a refeições equilibradas.
Especialistas costumam destacar que esse alimento oferece nutrientes que muitas pessoas consomem em quantidade insuficiente no dia a dia. Por isso, não é raro que a chia seja citada como um complemento simples para melhorar a qualidade da alimentação, podendo ser adicionada a iogurtes, frutas, vitaminas ou preparações salgadas.
O poder de absorção e o cuidado necessário

Apesar da fama positiva, existe uma característica pouco conhecida que exige atenção. As sementes de chia têm uma capacidade elevada de absorver líquidos, podendo chegar a até doze vezes o próprio peso quando entram em contato com água ou outros fluidos. Esse comportamento é o que explica a textura gelatinosa que se forma após a hidratação.
O problema surge quando as sementes são ingeridas secas. Ao entrarem no trato digestivo, elas continuam absorvendo líquidos e aumentam de volume internamente. Especialistas alertam que esse inchaço pode causar desconforto e, em casos raros, provocar obstruções no esôfago ou no sistema digestivo.
Um caso clínico divulgado em 2014 descreveu um paciente que apresentou uma massa gelatinosa presa no esôfago após consumir sementes de chia sem hidratação prévia. O relato foi publicado no American Journal of Gastroenterology e chamou atenção para a importância do preparo adequado antes do consumo.
Como consumir de forma segura

Nutricionistas recomendam sempre hidratar a chia antes de comer. Uma prática comum é misturar cerca de 60 mililitros de sementes com uma porção de líquido e deixar descansar por pelo menos dez minutos. Esse tempo é suficiente para que elas absorvam a água e adquiram a consistência adequada.
O professor de nutrição do Albert Einstein College of Medicine, Keith Ayoob, costuma orientar que a introdução da chia na alimentação seja gradual. Por ser muito rica em fibras, o consumo excessivo logo no início pode causar gases ou desconforto abdominal em algumas pessoas. A adaptação progressiva ajuda o organismo a lidar melhor com esse aumento de fibras na dieta.
Há também quem busque alternativas mais acessíveis financeiramente, já que sementes semelhantes, como a linhaça, apresentam perfil nutricional próximo e, segundo alguns estudos, podem ter até ligeira vantagem em determinados aspectos.
A popularidade da chia segue em alta, impulsionada por pesquisas e pela divulgação em veículos como National Geographic e plataformas especializadas em saúde. O ponto central ressaltado por especialistas é simples: quando bem preparada e consumida com moderação, a chia pode integrar uma alimentação equilibrada sem riscos desnecessários.
Esse Nutricionista faz alerta para pessoas que consomem o “superalimento” chia foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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