Médico explica o motivo real pelo qual parece que todo mundo tem TDAH hoje em dia
O número de pessoas diagnosticadas com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade tem crescido de forma acelerada nas últimas décadas, especialmente entre adultos. No Reino Unido, estimativas indicam milhões de pessoas vivendo com o transtorno, e os registros mostram um salto expressivo tanto nos diagnósticos quanto no uso de medicamentos relacionados à condição.
Dados de pesquisas em saúde apontam que, entre os anos 2000 e 2018, o número de diagnósticos aumentou de forma exponencial. Entre homens jovens, o crescimento das prescrições foi ainda mais acentuado. Esse cenário tem despertado debates entre médicos, pesquisadores e profissionais da saúde mental, que buscam entender se esse avanço reflete uma mudança real na prevalência do transtorno ou transformações na forma como ele é identificado.
Parte dessa discussão foi abordada pelo médico e escritor escocês Gavin Francis, que analisou a evolução dos encaminhamentos psiquiátricos para avaliação de TDAH em adultos. Segundo ele, em poucos anos, esses pedidos deixaram de representar uma pequena fração das consultas e passaram a ocupar uma parcela significativa da demanda em saúde mental.
O papel da conscientização e do diagnóstico tardio
Durante muito tempo, o TDAH foi visto como uma condição quase exclusiva da infância. Crianças com dificuldades de concentração, impulsividade ou hiperatividade eram o principal foco das avaliações. Hoje, esse entendimento se ampliou. Muitos adultos passaram a reconhecer em si mesmos sinais que não foram identificados quando eram mais jovens.
Estudos recentes indicam que um número crescente de pessoas recebe o diagnóstico pela primeira vez na vida adulta. Pesquisadores afirmam que ainda não há uma explicação única para esse fenômeno, mas a hipótese mais aceita envolve maior conscientização sobre o transtorno e melhor capacitação dos profissionais de saúde para reconhecê-lo fora do contexto infantil.
Além disso, o conceito de neurodiversidade ganhou espaço no debate público. A ideia de que cérebros funcionam de maneiras diferentes, sem que isso represente necessariamente uma falha, contribuiu para que mais pessoas buscassem avaliação médica e compreendessem seus padrões de comportamento sob uma nova perspectiva.
Medicamentos, limites do diagnóstico e vida profissional
Outro ponto levantado por especialistas envolve a mudança nos critérios diagnósticos ao longo dos últimos 20 a 30 anos. Alguns médicos acreditam que os limites para definir o transtorno se tornaram mais amplos, o que pode ter facilitado o aumento dos casos registrados. Paralelamente, houve um crescimento significativo no uso de medicamentos para tratar o TDAH.
Nem todos os pacientes, no entanto, relatam benefícios duradouros com essas medicações. Há quem descreva uma melhora inicial, seguida de desconforto ou sensação de estranhamento, o que leva à interrupção do tratamento. Isso reforça a ideia de que o manejo do transtorno não é igual para todos e exige acompanhamento individualizado.
Outro aspecto frequentemente confundido é a relação entre diagnóstico e incapacidade. Profissionais da área destacam que receber um diagnóstico de TDAH, ansiedade ou autismo não significa automaticamente incapacidade para o trabalho. Pessoas com a mesma condição podem apresentar níveis muito diferentes de funcionamento, dependendo do contexto, do tipo de atividade exercida e do suporte disponível.
Essa diversidade de experiências expõe limites dos sistemas de benefícios sociais e das estruturas de apoio, que nem sempre conseguem lidar com a complexidade da vida real. Duas pessoas com o mesmo diagnóstico podem ter capacidades profissionais completamente distintas, e essa variação é parte central do debate atual sobre saúde mental e trabalho.
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