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Curiosidades

Você consegue distinguir uma música real de uma criada por IA? A ciência revela: quase ninguém consegue

Hoje em dia, o conteúdo gerado por inteligência artificial já está impregnado em todas as redes sociais — são vídeos de gatos salvando bebês de acidentes aéreos, pessoas pulando em plataformas infláveis sobre precipícios, obras faraônicas sendo construídas em segundos, etc. Existe “AI slop” (conteúdo digital de baixa qualidade gerado por IA) para todos os gostos!

Mas pouca gente para pra pensar que a IA também invadiu os streamings de música. A Deezer, por exemplo, afirma que recebe cerca de 60 mil faixas de IA por dia, o que representa 39% dos uploads diários. O Spotify não divulga porcentagem, mas disse em setembro de 2025 que, ao longo dos 12 meses anteriores, removeu 75 milhões de faixas de IA consideradas “spam”.

Apesar disso, muitas dessas músicas feitas por artistas inexistentes acabam permanecendo nas plataformas e chegando aos ouvidos. E a pergunta é: se uma delas tocar aleatoriamente para você, indicada pela plataforma, você saberá diferenciar? A ciência diz que não.

Em novembro, um estudo conduzido pela empresa de pesquisa Ipsos, encomendado pela Deezer, fez um teste com 9 mil pessoas de oito países diferentes (Brasil, Canadá, Reino Unido, França, EUA, Países Baixos, Alemanha e Japão) para saber se elas conseguiam diferenciar uma faixa real de uma produzida por IA. 

Os participantes ouviram três músicas diferentes e precisavam dizer quais eram geradas por IA. O resultado: 97% dos pesquisados não conseguiram fazer essa distinção. 71% deles se disseram surpresos com o resultado e 52% afirmaram estar incomodados por não conseguirem diferenciar.

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Embora 55% dos respondentes admitam ter “curiosidade” sobre esse tipo de conteúdo e 66% digam que ouviriam uma música de IA por causa desse sentimento, o estudo também apontou que existe certa negatividade do público em relação a músicas feitas com IA: 

  • 80% querem que músicas feitas por IA estejam indicadas com clareza pela plataforma;
  • 45% gostariam que sua plataforma excluísse totalmente as músicas de IA;
  • 40% afirmam que pulariam imediatamente uma faixa se soubessem que ela era feita por IA;
  • 73% gostariam de saber se plataforma está recomendado músicas feitas por IA;
  • 52% disseram que as músicas completamente feitas por IA devem ser excluídas das paradas (charts);
  • 65% afirmam que mecanismos de IA não deveriam ter autorização para serem treinados com material protegido por direito autoral;
  • 70% acreditam que a música feita totalmente por IA ameaça o sustento de musicistas/artistas/compositores.
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Eles estão entre nós

Querendo ou não, já existem muitos “artistas” de IA ganhando espaço nas plataformas, como a banda Velvet Sundown, que conseguiu mais de 1 milhão de streams em poucas semanas no ano passado. Logo, em meio a acusações, a banda cedeu e admitiu que tudo havia sido criado com IA: as músicas, os artistas, a publicidade e até a historinha sobre a banda. A revelação gerou protestos de representantes da indústria musical.

Outro caso é o da “cantora” de soul Sienna Rose. De acordo com a BBC, ela lançou nada menos que 45 faixas entre 28 de setembro e 5 de dezembro de 2025 — uma produção fora do comum para qualquer musicista real. Isso não impediu que Rose se tornasse um sucesso no fim do ano: três de suas faixas foram parar na playlist Viral 50 do Spotify e ela já tem mais de 2,6 milhões de ouvintes na plataforma.

 

Completando o trio temos Xania Monet, uma “cantora” que foi contratada no ano passado por um selo chamado Hallwood Media pelo valor de US$ 3 milhões, tornando-se notícia no mundo todo. Neste caso, a persona de Xania é meio que um projeto artístico da poeta estadunidense Talisha Jones, que afirma que as letras são 90% reais e inspiradas em sua vida. Já tem 465 mil ouvintes nos streamings.

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E aí fica a pergunta: se tanta gente está ouvindo música de IA e gostando, e se quem não gosta não consegue perceber a diferença, será que entramos de forma irremediável na era da música artificial?

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.