China executa 11 membros de uma notória família mafiosa que comandava uma rede de golpes bilionária
A execução de 11 integrantes da família Ming marcou um dos desfechos mais severos já aplicados pela Justiça chinesa contra organizações envolvidas em golpes digitais em larga escala. O grupo foi considerado culpado por uma série de crimes graves, incluindo assassinatos, sequestros, fraude em telecomunicações e um esquema financeiro que movimentou cifras bilionárias ao longo de vários anos.
As sentenças haviam sido anunciadas em setembro do ano anterior, após um julgamento conduzido pelo Tribunal Popular Intermediário da cidade de Wenzhou. Os condenados recorreram da decisão, mas o recurso foi rejeitado em novembro. A execução foi confirmada oficialmente dias depois, com aprovação expressa da Suprema Corte Popular, em Pequim, que afirmou que as provas apresentadas eram conclusivas e suficientes.
Um império de golpes digitais
A família Ming foi presa e extraditada para a China para ser julgada (CCTV).
De acordo com as investigações, a família Ming comandava uma rede criminosa que operava principalmente a partir de Laukkaing, uma pequena cidade no norte de Myanmar, próxima à fronteira com a China. A região se tornou um polo de centros de golpes online, muitos deles voltados a falantes de chinês. Desde 2015, o grupo teria arrecadado o equivalente a mais de 1 bilhão de libras por ano, explorando esquemas sofisticados de fraude.
O método mais lucrativo envolvia a chamada fraude romântica. Trabalhadores traficados eram obrigados a criar perfis falsos na internet, estabelecer relacionamentos afetivos com as vítimas e, após ganhar confiança, convencê-las a investir grandes quantias em criptomoedas falsas ou plataformas controladas pela organização. Além disso, o grupo também mantinha cassinos i
O grupo estava envolvido em fraudes de telecomunicações, cassinos ilegais, tráfico de drogas e prostituição (CCTV).
legais online, atuava no tráfico de drogas e explorava redes de prostituição.
Segundo relatos apresentados em tribunal, pessoas sequestradas para trabalhar nesses centros viviam sob vigilância constante. Testemunhas descreveram um ambiente marcado por violência extrema, com agressões físicas e tortura usadas como punição para quem não atingisse metas ou tentasse fugir.
Prisões, extradição e o julgamento final
Em 2023, durante uma ofensiva contra grupos criminosos na região, autoridades locais capturaram membros da família Ming. Eles foram posteriormente extraditados para a China, onde enfrentaram julgamento. Durante as operações de prisão, o líder do clã, Ming Xuechang, tirou a própria vida para evitar a detenção, segundo informações divulgadas por veículos estatais.
No tribunal, alguns dos acusados confessaram participação nos crimes e demonstraram arrependimento. Além dos 11 executados, mais de 20 pessoas ligadas ao grupo receberam penas que variam de cinco anos de prisão até prisão perpétua.
O caso da família Ming não é isolado. Relatórios internacionais apontam que centenas de milhares de pessoas foram traficadas para operar golpes online no Sudeste Asiático, especialmente em Myanmar, Camboja e Laos. Diante da incapacidade do Exército de Myanmar de conter essas redes, a China apoiou, no fim de 2023, uma ofensiva de alianças insurgentes na região de Shan, o que resultou na entrega de áreas dominadas por organizações criminosas.
Segundo a imprensa britânica, outras famílias envolvidas em esquemas semelhantes também enfrentam punições severas. Em novembro, cinco integrantes de outro clã foram condenados à morte, enquanto processos contra pelo menos mais duas famílias seguem em andamento nos tribunais chineses.
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