Menina de 15 anos teve dor no peito considerada “ansiedade” antes de morrer de câncer, dois anos depois
A história de Isla Sneddon comoveu a Escócia e reacendeu debates sobre diagnósticos médicos em pacientes jovens. Natural de Airdrie, Isla tinha apenas 15 anos quando percebeu algo estranho em seu próprio corpo. Um caroço no seio chamou sua atenção e a levou a procurar atendimento médico ainda em 2022.
Na época, os profissionais de saúde atribuíram o sintoma a alterações hormonais comuns da adolescência. Por ser muito jovem, o caso não foi tratado como prioridade, e a possibilidade de câncer foi descartada naquele momento. A família confiou na avaliação recebida e seguiu acompanhando a adolescente, mesmo com a persistência das queixas.
Com o passar do tempo, novos sinais começaram a surgir. Além do caroço, Isla passou a relatar mal-estar frequente. Segundo sua mãe, Michelle, as explicações continuavam sendo as mesmas. Ela afirmou em entrevista que os médicos insistiam que tudo estava relacionado à ansiedade. “Eles diziam que a Isla tinha ansiedade. Tudo era ansiedade”, contou.
Um diagnóstico tardio e devastador
Isla Sneddon fotografada com seus pais, Michelle e Mark (SWNS)
Somente dois anos depois, já em 2024, um médico suspeitou que o nódulo pudesse ser algo mais sério e encaminhou Isla para uma biópsia. Ainda assim, por causa da idade, o caso foi reclassificado como menos urgente. Quando o diagnóstico finalmente chegou, a notícia foi devastadora.
Isla não tinha apenas câncer de mama. Os exames revelaram um sarcoma agressivo que já havia se espalhado para o coração, os pulmões e os gânglios linfáticos. Diante do estágio avançado da doença, os médicos informaram à família que a jovem teria entre seis e doze meses de vida.
A partir desse momento, a rotina da família mudou completamente. Pais, parentes e amigos passaram a dedicar todo o tempo possível a Isla, tentando garantir conforto e presença nos meses que se seguiram. Ela enfrentou sessões intensas de quimioterapia, sempre acompanhada de perto pelos pais, Michelle e Mark.
Os últimos dias e a mobilização da família
A mãe e o pai de Isla agora estão fazendo campanha pela criação da ‘Lei de Isla’ (SWNS)
Nos dias finais, a condição de Isla piorou de forma repentina. Mark relembrou um dos momentos mais marcantes. “Ela acordou em um domingo de manhã e disse: ‘Pai, não me sinto bem, acho que você precisa me levar ao hospital’”, relatou. Segundo ele, a filha raramente pedia para ir ao hospital, justamente por ter passado tanto tempo internada ao longo do tratamento.
A família aguardou cerca de seis horas por uma ambulância. Diante da demora, Mark e o irmão colocaram Isla em uma cadeira de rodas e a levaram por conta própria ao hospital, já que ela estava frágil demais para ser carregada. Ao chegar, os médicos reconheceram que o quadro era extremamente complexo, mas não havia possibilidade de transferência imediata. Pouco depois, Isla teve uma parada grave.
“Cuidamos dela durante seis meses de quimioterapia e ela morreu em nossos braços, no hospital”, disse o pai. Isla Sneddon faleceu em março de 2025, aos 17 anos.
Após a perda, os pais passaram a defender mudanças no sistema de saúde escocês. Eles acreditam que, se a filha tivesse sido encaminhada mais rapidamente para exames e especialistas, poderiam ter tido mais tempo juntos. A mobilização resultou na proposta da chamada Lei de Isla, que busca garantir que encaminhamentos pediátricos urgentes para suspeita de câncer sigam os mesmos prazos máximos aplicados a adultos.
A petição criada pela família já reuniu mais de 36 mil assinaturas. Mark e Michelle também têm reunião marcada com o secretário de Saúde da Escócia, Neil Gray, para apresentar suas preocupações e pressionar por mudanças no protocolo médico.
Esse Menina de 15 anos teve dor no peito considerada “ansiedade” antes de morrer de câncer, dois anos depois foi publicado primeiro no Misterios do Mundo. Cópias não são autorizadas.
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