Simulação impactante mostra o que acontece com o seu corpo quando você para de comer por 36 horas
O jejum prolongado deixou de ser apenas uma prática religiosa ou cultural e passou a ocupar espaço central nas discussões sobre emagrecimento e saúde nas redes sociais. Entre diferentes abordagens, uma das que mais chama atenção é o jejum de cerca de 36 horas, período em que a pessoa consome apenas água ou líquidos sem calorias. Simulações gráficas e explicações divulgadas online tentam mostrar, passo a passo, o que acontece no corpo humano quando ele passa mais de um dia sem receber alimento.
O interesse por esse tipo de jejum cresceu em um contexto marcado por métodos considerados extremos para perder peso. Medicamentos como Ozempic e Mounjaro ganharam popularidade, ao mesmo tempo em que dietas radicais passaram a circular com facilidade na internet. Dentro desse cenário, o jejum é frequentemente apresentado como uma alternativa simples, natural e até capaz de promover uma espécie de reinício completo do organismo.
Apesar do entusiasmo, estudos científicos ainda apresentam resultados divergentes sobre os reais benefícios de ficar um dia e meio sem comer. Algumas pesquisas apontam possíveis efeitos positivos, enquanto outras levantam alertas importantes, especialmente quando a prática é feita sem orientação ou por pessoas que não têm reservas energéticas adequadas.
Como o corpo reage à falta de alimento
Logo após a última refeição, o organismo continua funcionando normalmente, utilizando a glicose disponível no sangue como principal fonte de energia. Cerca de quatro horas depois, esse estoque começa a ser consumido de forma mais intensa. À medida que o tempo passa, os níveis de açúcar no sangue tendem a cair, especialmente após oito horas sem ingestão de alimentos.
Por volta de 12 horas, o corpo começa a mudar de estratégia. Com a insulina em níveis mais baixos, passa a utilizar gordura armazenada como combustível. É nesse ponto que muitas pessoas associam o jejum à perda de peso, já que a queima de gordura se torna mais relevante.
Entre 16 e 18 horas, segundo algumas explicações populares, o organismo entra em um estado frequentemente chamado de desintoxicação. Esse termo não é consenso na ciência, mas costuma ser usado para descrever processos internos de adaptação à ausência de nutrientes. Um deles é a autofagia, um mecanismo natural em que as células reciclam componentes antigos ou danificados.
A autofagia ocorre continuamente em níveis baixos, mas tende a se intensificar quando o corpo fica sem alimento por mais tempo. A ideia central é que, ao reutilizar partes celulares consideradas defeituosas, o organismo consegue manter seu funcionamento de forma mais eficiente.
O que acontece ao longo de 36 horas de jejum
De acordo com vídeos explicativos que circulam em plataformas como o YouTube, as mudanças continuam a cada bloco de horas sem comida. Após cerca de 24 horas, a reparação celular associada à autofagia seria mais intensa. Nesse mesmo período, há relatos de aumento na liberação do hormônio do crescimento, substância envolvida na recuperação muscular e em processos metabólicos.
Com a aproximação das 36 horas, defensores do jejum prolongado afirmam que o corpo atinge um pico desses processos internos, incluindo a máxima ativação da autofagia. É nesse ponto que surge a expressão reinício completo do corpo, usada para descrever uma combinação de queima de gordura, adaptação metabólica e renovação celular.
Essas descrições, no entanto, costumam simplificar mecanismos complexos. A intensidade e a duração desses processos variam de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como idade, composição corporal, nível de atividade física e estado geral de saúde.
Riscos e cuidados envolvidos na prática
Embora alguns benefícios sejam frequentemente citados, o jejum prolongado também levanta preocupações médicas. Pessoas sem experiência prévia ou com pouca gordura corporal podem enfrentar quedas acentuadas de energia, tontura e dificuldade de concentração. Para quem já possui uma relação delicada com a alimentação, a prática pode agravar comportamentos desordenados.
Há grupos específicos para os quais o jejum não é recomendado. Indivíduos com diabetes tipo 1, pressão arterial baixa, gestantes e pessoas que fazem uso de certos medicamentos devem evitar períodos longos sem comer. Nesses casos, a falta de nutrientes pode trazer riscos imediatos à saúde.
Instituições de saúde em vários países defendem a regularidade das refeições, especialmente do café da manhã, por seu papel no fornecimento de energia e na manutenção do metabolismo ao longo do dia. Por isso, profissionais costumam reforçar que qualquer tentativa de jejum deve ser discutida previamente com médicos ou nutricionistas, e que jejuns prolongados só devem ocorrer com acompanhamento adequado.
Pesquisas mais recentes também trouxeram novos questionamentos. Um estudo realizado na China em 2024 sugeriu que restringir excessivamente o período de alimentação diária pode estar associado a um aumento no risco de morte por doenças cardíacas e circulatórias. Esse tipo de dado contribui para o debate e mostra que os efeitos do jejum podem ir além do emagrecimento, influenciando outros sistemas do corpo.
Enquanto o tema continua sendo investigado, as simulações e explicações populares ajudam a despertar curiosidade sobre como o organismo humano reage à ausência de alimento, mas não substituem a avaliação individual e o acompanhamento profissional.
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