Médica explica quantas vezes os homens realmente deveriam ejacular por mês para esclarecer um “mito da internet”
Um tema que costuma gerar desconforto em conversas públicas ganhou espaço recente em estudos científicos e explicações médicas. A ejaculação, seja por atividade sexual ou masturbação, vem sendo analisada por pesquisadores como um possível fator associado à saúde da próstata em homens adultos.
A discussão voltou à tona após a divulgação de análises comentadas pela urologista Rena Malik, que abordou dados de pesquisas de longo prazo e ajudou a esclarecer interpretações exageradas que circulam na internet. O foco não é estabelecer regras rígidas, mas entender como esse hábito se encaixa em um contexto mais amplo de saúde masculina.
Estudos populacionais observaram que homens que ejaculam com maior frequência ao longo do mês tendem a apresentar menor incidência de câncer de próstata quando comparados àqueles que o fazem poucas vezes ou nunca. Esse tipo de câncer é um dos mais comuns entre homens, afetando aproximadamente um em cada oito ao longo da vida.
O que mostram os estudos de longo prazo
Uma das pesquisas mais citadas começou no início da década de 1990 e acompanhou participantes por quase vinte anos. Os pesquisadores compararam grupos de homens com diferentes frequências mensais de ejaculação. Os resultados indicaram que aqueles que relataram 21 ou mais ejaculações por mês apresentaram menor probabilidade de desenvolver câncer de próstata do que os que relataram entre quatro e sete.
Outro levantamento, realizado anos depois na Espanha, adotou um método diferente. Cientistas entrevistaram dois grupos: 456 homens recém-diagnosticados com câncer de próstata e 427 homens sem a doença. Ao comparar os hábitos relatados, observaram que apenas 15 por cento dos homens com câncer haviam ejaculado mais de quatro vezes por mês, enquanto esse número subia para 26 por cento entre os que não tinham a doença.
Os dados também chamaram atenção para o extremo oposto. Homens que relataram nunca ejacular apresentaram um risco significativamente maior de desenvolver câncer de próstata, com aumento percentual bastante elevado em relação aos demais grupos.
Limites e cuidados na interpretação
Apesar dos números chamarem atenção, especialistas alertam que a relação observada não deve ser entendida como uma proteção absoluta. A própria médica responsável por comentar os estudos deixou claro que a ejaculação é apenas um dos fatores envolvidos na saúde da próstata.
Segundo ela, aumentar a frequência não elimina a necessidade de exames preventivos nem substitui cuidados básicos. Alimentação equilibrada, prática regular de atividade física e acompanhamento médico continuam sendo elementos essenciais. Ela ressaltou que não é possível negligenciar esses aspectos esperando que um único hábito seja suficiente para evitar problemas mais sérios.
Outro ponto importante é que os estudos mostram associações estatísticas, não garantias individuais. Genética, idade, histórico familiar e estilo de vida também influenciam diretamente o risco de câncer de próstata.
Além disso, campanhas populares nas redes sociais que defendem abstinência total por longos períodos, muitas vezes por motivos não científicos, não encontram respaldo nesses dados. A ciência disponível indica que a ejaculação regular faz parte do funcionamento normal do corpo masculino e não deve ser tratada como algo prejudicial em si.
Ao analisar essas informações, médicos reforçam que a saúde sexual deve ser vista de forma natural e integrada ao cuidado geral com o corpo, sem mitos, exageros ou promessas irreais de proteção absoluta.
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