Homem que será executado hoje terá dez minutos para se despedir da família enquanto Trump promete uma “ação muito forte”
A família de Erfan Soltani, um comerciante iraniano de 26 anos, vive dias de angústia diante da possibilidade de uma execução iminente. Preso após participar de um protesto no Irã, ele passou rapidamente de manifestante detido a condenado à morte, segundo organizações de direitos humanos que acompanham o caso. O pedido dos parentes é direto e urgente: que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intervenha antes que seja tarde demais.
Erfan foi detido no dia 8 de janeiro, após estar presente em uma manifestação na cidade de Fardis, localizada na região de Karaj. O protesto ocorreu em meio a uma onda de revoltas populares desencadeadas pelo colapso da moeda iraniana, o rial, que perdeu valor rapidamente e agravou uma crise econômica já profunda. Apenas quatro dias depois da prisão, a família teria sido informada de que a sentença de morte já estava definida.
Desde dezembro, o Irã enfrenta manifestações em várias regiões do país. Os atos começaram como reação à deterioração das condições econômicas, mas rapidamente passaram a incluir críticas mais amplas ao governo e ao sistema político. Segundo dados divulgados pela Human Rights Activists News Agency, mais de 18.100 pessoas foram detidas desde o início dos protestos, e pelo menos 2.403 manifestantes teriam morrido durante ações das forças de segurança.
O endurecimento da repressão ficou ainda mais evidente após declarações do chefe do Judiciário iraniano, Gholamhossein Mohseni-Ejei. Em pronunciamento exibido pela televisão estatal, ele afirmou que os processos contra manifestantes deveriam ser rápidos e exemplares. “Se quisermos fazer algo, temos que fazer agora. Se demorar dois ou três meses, não tem o mesmo efeito”, declarou, reforçando a política de julgamentos acelerados e punições severas.
Antes mesmo de surgirem as notícias sobre a possível execução de Erfan, Trump havia se manifestado publicamente sobre o tema. Em entrevista à CBS, exibida em 13 de janeiro, o presidente afirmou que os Estados Unidos tomariam “ações muito duras” caso o Irã começasse a executar manifestantes pacíficos. “Quando começam a matar milhares de pessoas e agora falam em enforcamentos, vamos ver como isso vai funcionar para eles. Não vai funcionar bem”, disse.
Além da entrevista, Trump também publicou mensagens em sua rede social Truth Social, alertando que autoridades iranianas “pagariam um preço alto” se continuassem a aplicar a pena de morte contra manifestantes. Ele ainda incentivou a população iraniana a continuar protestando, declarações que ganharam grande repercussão internacional.
É justamente nessas falas que a família de Erfan Soltani se apoia agora. De acordo com a Hengaw Organization for Human Rights, ele enfrenta “execução iminente após um processo judicial rápido e opaco”. A organização afirma que os parentes só souberam da data prevista para a execução poucos dias depois da prisão e que não tiveram acesso a informações básicas sobre as acusações ou sobre o andamento do caso.
Segundo a Hengaw, as autoridades informaram à família que a sentença é definitiva e que será cumprida em uma quarta-feira, sem possibilidade de recurso conhecido. Aos parentes teria sido concedida apenas uma breve visita final antes da execução. A entidade também denuncia que Erfan foi privado de direitos fundamentais, como acesso a um advogado, direito pleno de defesa e garantias mínimas de devido processo legal.
Uma parente próxima, Somayeh, decidiu tornar público o apelo. Em entrevista à CNN, ela descreveu Erfan como “um jovem incrivelmente gentil e de coração caloroso”, que sempre defendeu a liberdade no Irã. “Nossa exigência agora é que Trump realmente sustente as palavras que disse, porque o povo iraniano foi às ruas com base nessas declarações”, afirmou.
Somayeh relatou o impacto emocional da situação. “Uma população desarmada confiou nessas palavras e agora está sob fogo. Eu imploro, por favor, não deixem Erfan ser executado. Chorei tanto… sinto como se estivesse em um pesadelo”, disse. Em outro momento, ela reforçou que o parente nunca recorreu à violência durante os protestos e que seu desejo sempre foi ver as pessoas livres, ao menos nos aspectos mais básicos da vida.
Representantes de organizações de direitos humanos alertam que o caso pode não ser isolado. Arina Moradi, da Hengaw Organization, afirmou ao jornal britânico The Telegraph que este é um dos processos mais rápidos já observados. “Esse é o padrão da República Islâmica: o Judiciário pune rapidamente os manifestantes com a pena de morte”, declarou. Segundo ela, outras execuções podem ocorrer se a política atual continuar.
Caso a execução de Erfan Soltani seja confirmada, ele será a primeira pessoa condenada à morte em conexão direta com a atual onda de protestos no Irã. O desfecho do caso é acompanhado com atenção por observadores internacionais, que veem nele um possível sinal do rumo que o governo iraniano pretende adotar diante da pressão popular crescente.
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