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Curiosidades

Desaparecimento, surfe e vida de enfermeira: 7 curiosidades sobre Agatha Christie

Na última segunda, 12 de janeiro, completaram-se 50 anos da morte de Agatha Christie, uma das maiores romancistas da história, autora de 66 romances e outros tantos livros de contos. Ela é a autora de ficção mais vendida da história, com 2 bilhões de unidades comercializadas em 44 línguas — em termos de vendas, só é superada por Shakespeare e pela Bíblia.

Confira sete curiosidades da rainha do crime:

1. Ela foi a primeira mulher do Ocidente a subir numa prancha de surfe

Em 1922, Christie acompanhou seu primeiro marido, Archibald Christie, em uma tour por países do Império Britânico. Um dos locais visitados foi Muizenberg, na África do Sul, onde a prática do surfe já existia desde 1904 com pranchas muito específicas, bastante finas, que lembravam esquis.

Durante sua estadia, Christie acabou aprendendo a surfar. O acontecimento está bem documentado em cartas que a autora enviou e também em fotos da época. “Às vezes, era doloroso quando você mergulhava de cabeça na areia, mas, no geral, era um esporte fácil e muito divertido”, escreveu a romancista. 

Sobre sua primeira surfada em pé, ela disse: “Oh, era o paraíso! Nada igual. Nada como aquela sensação de deslizar pela água a uma velocidade que parecia de cerca de 320 quilômetros por hora”, relatou. Mais tarde nesse mesmo ano, o casal foi para o Havaí, onde Agatha teve a chance de surfar novamente, dessa vez numa prancha de verdade (clique no link para ver algumas fotos da autora curtindo a vida de surfista!).

É um fato difícil de provar, mas esse pioneirismo torna Christie uma forte candidata a ter sido a primeira mulher do Ocidente a surfar numa prancha.

2. Ela aprendeu a ler sozinha

A mãe de Christie, que se acreditava ser uma médium com poderes de clarividência, não permitiu que Agatha fosse à escola: em vez disso, a garota, nascida em 1890, recebia ensino em casa. Outra crença da mãe era que a filha não deveria ser alfabetizada antes dos oito anos. Mas Agatha, uma criança curiosa, aprendeu sozinha aos cinco anos de idade. Foi o começo de uma relação íntima com os livros: ela escreveu seu primeiro poema aos 10 anos.

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3. Ela desapareceu por dez dias em 1926 e nunca explicou o porquê

Em dezembro de 1926, Agatha abandonou seu carro às beiras de um lago e desapareceu, dando início a uma busca frenética das autoridades e uma intensa cobertura na imprensa. Muitos acreditavam que ela havia se afogado em um lago próximo — talvez um suicídio? Houve também quem achasse que era um golpe de marketing: Christie havia acabado de estourar no Reino Unido com seu sexto romance, O Assassinato de Roger Ackroyd.

Foi encontrada 10 dias depois em um hotel a 300 km dali, hospedada com outro nome e sem saber dizer como foi parar lá. Passou a vida inteira sem justificar o episódio, e nunca ninguém soube se ela teve um lapso de memória real ou se armou a coisa toda.

Mas os fãs possuem uma teoria deliciosa. Christie estava se separando de seu primeiro marido, Archibald Christie (de quem manteve o sobrenome). Havia sido ele quem havia pedido o divórcio, pois estava se relacionando com outra mulher. A autora, sabendo do circo que a imprensa armaria em torno de seu desaparecimento, teria arranjado o acontecimento para que o adultério de Archibald se tornasse público. Dessa forma, com a traição comprovada, ele ficaria impedido de herdar metade da fortuna da autora ao assinar os papéis, como de fato aconteceu.

Você pode ler mais sobre esta maquinação engenhosa digna dos personagens dos livros de Christie aqui, em um dossiê da Super.

4. Arthur Conan Doyle contratou um médium para tentar localizar Agatha Christie

Ainda no episódio do desaparecimento, uma das ideias da polícia para encontrar a autora foi recorrer a Arthur Conan Doyle, o escritor que criou Sherlock Holmes. A esperança das autoridades é que Doyle, emulando seu famoso personagem, fosse estudar o caso e ter algum insight precioso sobre o caso.

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Mas a realidade foi bem diferente. Doyle, assim como muitos ingleses da alta classe britânica da época, era muito interessado em espiritualismo e na ideia de que os mortos podiam se comunicar com os vivos — uma crença que ele adotou principalmente após perder seu filho na Primeira Guerra Mundial. Ele, inclusive, escreveu bastante sobre o assunto, mas tomou o cuidado de não macular as histórias de Sherlock com o tema.

Doyle solicitou aos policiais um item pessoal da autora e recebeu deles uma luva. Então, ele levou a luva a um médium e pediu a ele que tentasse encontrar o espírito de Christie. Obviamente, não deu em nada (o médium se limitou a dizer que ela estava viva) e a polícia delicadamente abafou o caso.

5. Ela foi investigada pelo MI5

O MI5, serviço de segurança britânico, investigou Agatha Christie na década de 1940. O motivo é que, em 1941, ela lançou um romance chamado M ou N? Em que seu casal de detetives, Tommy e Tuppence, tenta detectar um espião nazista infiltrado em uma cidadezinha do litoral britânico.

Um dos personagens do livro era o Major Bletchley, ex-militar britânico que conhece vários segredos de estado do país. Pois bem, nessa época, existia em Londres uma instalação secreta chamada Bletchley Park dedicada à decifração dos códigos alemães durante a guerra. Christie, por coincidência, era amiga de um dos principais quebradores de código do lugar, chamado Dilly Knox.

Com isso, surgiu a preocupação: teria Knox revelado à autora a existência da instalação secreta? E Christie, agora sabendo, teria nomeado seu personagem em “homenagem”? Era preciso saber o quanto ela sabia.

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O MI5 pediu para que Knox investigasse e ele assim o fez. Convidou Christie para tomar chá em sua casa e, cuidadosamente, perguntou de onde tinha vindo o nome do Major. “Bletchley?”, ela respondeu. “Meu querido, eu fiquei presa [naquela estação] a caminho de trem de Oxford para Londres e me vinguei dando esse nome a um dos meus personagens menos adoráveis”, disse. 

6. Ela aprendeu sobre venenos sendo enfermeira

Quando a Primeira Guerra Mundial começou, Agatha Christie se ofereceu como voluntária no Voluntary Aid Detachment (VAD), vinculado à British Red Cross (Cruz Vermelha Britânica). Ela trabalhou como enfermeira em um hospital temporário em Torquay, cuidando de feridos, auxiliando em cirurgias e lidando com amputações. Com o início da Segunda Guerra Mundial, Christie voltou a fazer trabalho voluntário hospitalar, principalmente como assistente de farmácia/dispensário em hospitais britânicos, incluindo o University College Hospital em Londres.

Todo esse trabalho em hospitais deu a Christie o conhecimento sobre substâncias químicas que ela tanto utilizou em seus livros. Tanto é que o veneno é a arma mais frequente em seus romances policiais, sendo usado em 37,6% deles.

7. Ela se recusou a deixar Londres enquanto a cidade era bombardeada e escreveu as últimas histórias de seus detetives nesses dias

Em 1939, o Reino Unido vivia sob a ameaça das blitz (em referência a palavra alemã blitzkrieg, “guerra-relâmpago”), bombardeamentos surpresas feitos pelos nazistas. Christie morava na capital Londres, uma das cidades mais bombardeadas, mas se recusou a deixar sua terra natal e ir para os EUA, como fizeram, por exemplo, Aldous Huxley e Christopher Isherwood. 

Sabendo que poderia morrer a qualquer momento, ela escreveu os romances finais de seus dois principais detetives, Hercule Poirot e Miss Marple — respectivamente, Cai o pano e Um crime adormecido. Produziu os manuscritos à mão (em vez de na máquina de escrever) e os guardou em um cofre à prova de bombas, “prevendo que eu seria morta nos ataques aéreos, o que parecia ser extremamente provável”, como disse posteriormente.

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Christie sobreviveu à guerra. Os dois romances foram arquivados e apenas lançados na década de 1970, já no fim da vida da autora e após ela ter escrito vários outros livros estrelados pelos dois.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.