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Curiosidades

5 itens que a Nintendo comercializou antes de começar a fazer games

Pouca gente se dá conta, mas a Nintendo já é uma empresa centenária: foi fundada em 1889, ou seja, tem 136 anos! No entanto, ela só entrou no ramo dos videogames bem depois, em 1979, com o arcade Sheriff (seu primeiro console, o Game & Watch, veio no ano seguinte).

E o que ela produzia antes disso? No começo, baralhos: as primeiras décadas da Nintendo foram dedicadas a vender sets de cartas para jogos. A partir do final da década de 1960, a empresa começou a se expandir para lançar também brinquedos tradicionais.

E foi bem nessa época que alguns itens bastante inusitados chegaram às lojas. Confira nossos favoritos:

1) Love Tester (1969)

<span class=”hidden”>–</span>beforemario.com/Nintendo/Reprodução

Este “testador de amor” foi um dos primeiros produtos da Nintendo a ter componentes eletrônicos. Tratava-se de uma caixinha com um medidor à mostra e dois fios se projetando, cada qual com uma peça metálica convexa no final.

Para usar, o casal deveria segurar a peça com uma das mãos e, com a outra, segurar a mão do parceiro. O medidor então aferia o nível de “amor” do casal, indicando-o de 0 a 100. Provavelmente, o que estava sendo medido era apenas a condutividade entre os dois. Ainda assim, na sociedade conservadora da época, era interessante ter uma justificativa para segurar as mãos do namorado.

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Em 2008 e 2010, o produto ganhou novas versões promocionais no Japão.

2) Carrinho de bebê (1970)

Fotografia do Carrinho de bebê Nintendo Mamaberica (ママベリカ, 1970).
<span class=”hidden”>–</span>beforemario.com/Nintendo/Reprodução

Este carrinho de bebê, produzido quando a Nintendo estava tentando entrar no ramo de produtos para recém-nascidos, trazia o grande diferencial de ser dobrável, uma novidade para a época. O nome, Mamaberica, era uma aglutinação de “mama baby car” (“carrinho de bebê da mamãe”).

Tinha um aspecto bem chinfrim: basta olhar para a propaganda para ver que não era muito confiável. Segundo Florent Gorges, historiador da Nintendo, o produto tendia a prender dedos e se redobrar sozinho. Não foi um grande sucesso. 

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3) Armas de luz (1970-1976)

Fotografia das Armas e rifles Nintendo Kôsenjû (光線銃SP, 光線銃 カスタム, 1970-1976)
<span class=”hidden”>–</span>beforemario.com/Nintendo/Reprodução

Nessa época, brinquedos com componentes fotossensíveis eram uma febre. Basicamente, havia sempre uma parte que “disparava” um raio de luz e outra com um sensor receptor. Se a luz fosse na direção certa, isso acionava algum efeito no receptor. Um funcionamento similar ao dos controles remotos da atualidade.

No total, a Nintendo lançou quatro armas de luz, sob a linha Kôsenjû: duas pistolas e dois rifles. As partes receptoras eram vendidas separadamente: havia, por exemplo, a Jumping Bottle, uma garrafa com duas partes unidas por um ímã e que, ao ser atingida, se partia em duas. Outros alvos incluíam um leão de brinquedo que rugia e uma roleta que começava a girar.

Que tal ter uma arma da Nintendo?

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4) Telefone de luz (1971)

Fotografia do Telefone leve da Nintendo (1971).
<span class=”hidden”>–</span>beforemario.com/Nintendo/Reprodução

A caixa trazia um par de “telefones” que mais pareciam câmeras de vídeo. Cada um tinha um microfone: você falava, ele convertia as ondas sonoras em luz e o aparelho receptor então fazia a decodificação reversa por meio de um fotorresistor (ou LDR, Light-Dependent Resistor, no inglês). Na prática, era um efeito similar ao de um walkie talkie, só que sem o uso de ondas de rádio.

Ao preço de 9.800 ienes (aproximadamente R$ 1.200 hoje, levando em conta a inflação), era um item muito caro para ser tratado como brinquedo — estava mais para uma bugiganga para adultos curiosos. Há relatos recentes de que funcionava bem em condições ideais, isto é, com os dois aparelhos perfeitamente alinhados e sem muita interferência de outras fontes de luz. Mas os walkie talkies eram mais baratos e funcionavam sem precisar do alinhamento. Talvez, por isso, não tenha feito tanto sucesso.

5) Tambor (1972)

Fotografia do Nintendo Ele-Conga e Autoplayer (エレコンガ, アートプレーヤー, 1972).
<span class=”hidden”>–</span>beforemario.com/Nintendo/Reprodução
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O Nintendo Ele-Conga parecia um tambor, mas não era. Ele tinha o formato de um, mas, no topo, onde ficaria a pele para você batucar, havia cinco botões. Quando acionados, eles reproduziam sons de tambor que eram reproduzidos em um alto-falante também na superfície. 

Os sons dos botões eram: caixa de percussão, maracas, aplausos, conga alta e conga baixa. O manual de instruções trazia sequências de botões que a criança podia tocar para criar ritmos diferentes, como mambo e cha-cha. Havia até uma saída externa para conectar o aparelho a um amplificador, caso o cliente quisesse.

E ele tinha um acessório, o “Autoplayer”, que era vendido separadamente. Conectando-o ao Ele-Conga, o tambor reproduzia sequências pré-programadas, que eram escolhidas inserindo discos de plástico no acessório. Mas ainda era preciso girar manualmente a alavanca do Autoplayer para fazer a batida acontecer.

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augustopjulio

Sou Augusto de Paula Júlio, idealizador do Tenis Portal, Tech Next Portal e do Curiosidades Online, tenista nas horas vagas, escritor amador e empreendedor digital. Mais informações em: https://www.augustojulio.com.