Jovem de 19 anos diagnosticada com câncer em estágio 3 revela sintomas após ser ignorada por médicos 13 vezes
Quando tinha apenas 19 anos, a britânica Milli Tanner começou a perceber mudanças preocupantes no próprio corpo. O desconforto abdominal e o sangramento persistente a levaram a procurar ajuda médica inúmeras vezes. O que ela não sabia, naquele momento, é que passaria por uma verdadeira maratona de consultas e exames antes de finalmente descobrir a origem real de seus sintomas: um tumor maligno em estágio avançado.
A jovem, natural de Evesham, Worcestershire, recorreu a médicos repetidamente ao longo de dois anos. Nesse período, ouviu explicações que variavam de hemorroidas a problemas menstruais. Por conta da idade, muitos profissionais descartaram a possibilidade de uma doença mais grave. “Eles disseram que talvez eu tivesse saído à noite, bebido demais e isso estava irritando meu estômago”, contou Tanner.
Mesmo assim, o sangramento não parou e as dores abdominais se tornaram constantes. “Houve conversas no consultório sobre se poderia ser minha menstruação, ou alguma outra coisa. Mas eu disse: não, durante a menstruação é uma semana com dor abdominal e sangramento vaginal. Eu estava sangrando pelo reto, isso não era normal”, explicou.
Milli Tanner disse que seus sintomas foram ignorados mesmo após várias idas ao médico (PA Media)
Antes de receber qualquer diagnóstico mais sério, Tanner também apresentou dores na região lombar e presença de sangue nas fezes. Um ultrassom foi feito para verificar cálculos biliares, mas não revelou nada. Ela também passou por fisioterapia por causa da dor nas costas, porém novamente foi informada de que “estava tudo bem”. O caso acabou sendo tratado como simples hemorroidas.
Entre junho de 2021 e novembro de 2023, a jovem teve 13 consultas com clínicos gerais, procurou o pronto-socorro e chegou a ligar para o serviço de emergência 111, do sistema público de saúde. Nada parecia avançar. Frustrada, decidiu fazer algo por conta própria: encomendou online um teste imunológico fecal (FIT), capaz de detectar pequenas quantidades de sangue nas fezes, sinal que pode indicar câncer colorretal.
O resultado foi positivo. Ela levou o teste ao médico, mas mesmo assim ainda enfrentou obstáculos. Um novo teste foi feito dentro do sistema público, e só então a solicitação para colonoscopia foi aceita como urgente. Inicialmente, Tanner havia recebido a informação de que teria de esperar cerca de 60 semanas para realizar o exame.
Tanner acabou pedindo um exame por conta própria (PA Media)
“Quando o teste do próprio médico também deu positivo, conseguiram acelerar o processo”, relembrou. Após a colonoscopia, veio a notícia que mudou completamente sua vida: ela tinha câncer colorretal em estágio 3, já espalhado para os linfonodos.
A partir daí, iniciou um longo tratamento. Passou por quimioterapia, radioterapia e cirurgia, além de receber uma bolsa de colostomia permanente. Os exames mais recentes mostram que não há sinais detectáveis da doença.
Hoje, aos 23 anos, Tanner relata o quanto a idade foi um fator determinante para que seus sintomas fossem minimizados ou ignorados. A doença, muitas vezes associada a pessoas mais velhas, acabou não sendo considerada pelos profissionais no início do processo. “Você conhece seu corpo melhor do que qualquer outra pessoa”, afirmou. “Se algo parece errado, continue procurando até descobrir o que é.”
De acordo com informações do National Health Service, hemorroidas costumam melhorar sozinhas em poucos dias, mas os sintomas podem causar grande desconforto: sangramento vermelho vivo ao evacuar, coceira, dor e sensação de evacuação incompleta. Entretanto, sinais semelhantes também podem indicar problemas mais sérios, incluindo câncer colorretal, o que reforça a importância de exames específicos quando há sintomas persistentes.
O caso de Tanner evidencia como sintomas contínuos não devem ser ignorados, mesmo quando os primeiros diagnósticos parecem indicar problemas simples. Segundo protocolos do próprio NHS, testes como o FIT ajudam a identificar casos suspeitos de forma precoce, permitindo encaminhamentos prioritários para exames mais detalhados, como a colonoscopia.
Após a conclusão do tratamento, Tanner continua sendo acompanhada por especialistas e leva uma vida adaptada à nova realidade. Embora o diagnóstico tenha chegado tardiamente, a jovem diz que nunca deixou de insistir. “Eu sabia que algo estava errado”, relatou. “Tive que lutar para ser ouvida.”
Meta descrição: Jovem britânica de 23 anos descobre câncer colorretal após dois anos sendo ignorada por médicos, mesmo com sintomas persistentes.
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