Cientistas descobrem a idade máxima que um ser humano pode alcançar
Um grupo de pesquisadores das universidades de Tilburg e Erasmus, na Holanda, acredita ter descoberto o limite máximo que um ser humano pode alcançar em anos de vida — e o resultado traz esperança para quem teme a morte.
De acordo com dados recentes, a expectativa média de vida é de cerca de 78 anos nos Estados Unidos, 81 no Reino Unido e pouco mais de 81 no Canadá. Mas, segundo o novo estudo, o corpo humano é capaz de ultrapassar essas marcas com folga, desde que não seja afetado por doenças ou acidentes.
O estudo holandês sobre o “teto da longevidade”
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram os registros de 75 mil pessoas que morreram na Holanda ao longo de 30 anos, até 2017. Cada idade foi cuidadosamente registrada para determinar em que ponto a longevidade humana parece atingir um platô.
Os resultados indicaram que esse platô ocorre por volta dos 90 anos. No entanto, isso não significa que a vida necessariamente termina aí. Os pesquisadores descobriram que, biologicamente, o corpo humano ainda tem capacidade de continuar funcionando bem além dessa faixa etária.
Após a análise estatística detalhada, os cientistas concluíram que o limite máximo de vida humana está próximo de 115 anos. As mulheres, mais uma vez, mostraram vantagem: segundo o estudo, o tempo máximo de vida feminino seria de 115,7 anos, enquanto o masculino alcançaria 114,1 anos.
O que dizem os especialistas
O professor John Einmahl, um dos responsáveis pelo estudo, explicou à agência AFP: “Em média, as pessoas vivem mais hoje do que antes, mas os mais velhos entre nós não estão ficando mais velhos. Existe uma espécie de barreira aqui. A expectativa média aumentou, mas o teto máximo não mudou.”
A observação sugere que, embora os avanços médicos e o estilo de vida saudável tenham prolongado a vida média, o corpo humano parece ter um limite biológico que ainda não conseguimos ultrapassar.
Exceções que desafiam a ciência
Apesar desse “teto natural”, há casos que fogem à regra. O japonês Jiroemon Kimura, por exemplo, foi reconhecido pelo Guinness World Records como o homem mais velho já registrado, vivendo até os 116 anos e 54 dias.
Atualmente, a pessoa mais velha viva é Ethel Caterham, nascida em 1909, no Reino Unido. Aos 116 anos e 48 dias, ela sobreviveu à pandemia de COVID-19 e é a última pessoa viva nascida sob o reinado de Eduardo VII.
Curiosamente, em seu aniversário de 116 anos, ela recebeu uma mensagem de felicitações de João Marinho Neto, brasileiro nascido em 1912 e considerado o homem mais velho vivo no mundo, com 113 anos.
Esses casos excepcionais mostram que, embora a ciência aponte um limite teórico, a natureza humana ainda guarda surpresas sobre até onde podemos chegar.
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